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Ozzy se despede dos grandes shows em noite com solo de 20 minutos

·2 min de leitura·Sandro Moser
Ozzy se despede dos grandes shows em noite com solo de 20 minutos

Se a última impressão é a que fica, Ozzy Osbourne vai deixar na memória dos 12 mil fãs que viram o show na noite desta quarta-feira (16) na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, o gosto bom de ter visto um mestre. Um homem que ajudou a criar e é o maior nome de um gênero que mudou a música, o heavy metal. Ao lado de uma banda muito boa, Ozzy fez o que o povo esperava. Clássicos atrás de clássicos para uma plateia de convertidos ao seu sacerdócio de 50 anos.

Ozzy Osbourne é pontual. O show começou às 21 horas, como o previsto, com uma rapsódia de fotos da vida e da carreira de John Michael Osbourne até se tornar Ozzy no telão com uma grande cruz no centro. A primeira música foi Bark at The Moon. Neste momento a Pedreira enlouqueceu. 

Setlist do show do Ozzy.

A música foi o primeiro dos muitos hits que Ozzy mostrou. O show foi a saideira do músico que está rodando o mundo com a turnê chamada No More Tours 2, anunciada como a última grande de sua caminhada pelo show biz. O artista mostrou ainda outros clássicos do Black Sabbath e da carreira solo.

O guitarrista Zack Wylde, de volta à banda de Ozzy, foi um show à parte. Wylde é a mistura do metaleiro ‘bad’ com o melhor folk rock americano. Um personagem e um músico de primeira. Guitarra perfeita do metal. 

A banda por sinal é toda ótima, algo que Ozzy sempre primou por fazer para completar seu estilo muito peculiar. Aos 69 anos, o músico faz todas as suas evoluções costumeiras. Correu no palco, jogou água na galera, se descabelou e fez polichinelos. Um pouco mais devagar que o de costume, mas ele é o grande sobrevivente do rock pesado. O povo ama Ozzy.

No solo de War Pigs, Wylde desceu no meio da galera e fez seu número. Foi talvez o momento mais filmado da história da Pedreira. A banda, aliás, depois era pura e fez um longo período solo enquanto Ozzy recarregava as energias para a parte final do show. Todo este solo da banda teve duração de quase 20 minutos.

Crazy Train foi o auge antes do bis com Paranoid, a maior canção do rock pesado. Não havia jeito de terminar melhor.

Se for mesmo a despedida – poderia muito bem trazer seu festival Ozzfest para a Pedreira – Ozzy sai por cima com um show irretocável de clássicos e sua energia única. Ozzy deu a seu povo o que ele queria. Obrigado por tudo, Ozzy.

*A foto usada nesta reportagem é do último show de Ozzy em Curitiba no ano de 2015. Em 2018, a produção do cantor não autorizou a entrada de fotógrafos e não divulgou fotos oficiais da apresentação.

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