Cinema

Os Meninos que Enganavam Nazistas: a saga real dos irmãos Joffo

·2 min de leitura·Marina Fabri
Os Meninos que Enganavam Nazistas: a saga real dos irmãos Joffo

Os Meninos que Enganavam Nazistas, como indica o próprio nome do longa, se passa anos 1940, durante a ocupação alemã na França. O filme mostra a história da família Joffo – mais especificamente, mostra a jornada dos dois irmãos mais jovens, Jo e Maurice. Apesar no grande número de obras a respeito da Segunda Guerra Mundial, o filme tem como trunfo justamente o fato de mostrar esse episódio pela ótica de dois meninos.

Tanto que, no início da história, eles fazem piadas e brincadeiras envolvendo a presença dos alemães em Paris, onde começa o filme. Apesar de se darem conta de sua presença, eles ainda não têm noção do quanto isso afetaria suas vidas nos meses seguintes. Visualmente, o filme é irresistível: meninos franceses usando coletes, botinhas, bermudas, meias no meio da canela – mesmo no inverno -, boinas e bolsas estilo carteiro, além de terem os jogos de bolinhas de gude como passatempo. Tanto que o título original, em francês, é Um Sac de Billes, ou um saco de bolinhas de gude.

Possivelmente porque os irmãos veem que suas vidas estão prestes a mudar quando são obrigados a usar a famigerada estrela amarela com a indicação de que são judeus costurada nas roupas. Um dos amigos dos meninos pede, então, a estrela de Jo em troca do seu saco de bolinhas de gude. Jo guarda uma delas como lembrança de “como as coisas eram” durante toda a história.

Quando a coisa aperta, a família Joffo é obrigada a se separar para tentar sobreviver – os dois irmãos mais velhos fogem antes para Nice. Depois, é chegada a hora de Jo e Maurice e, por fim, os pais se juntariam a eles. Certas partes do filme têm mesmo esse ar de road movie, em que eles são obrigados a aprender a sobreviver sozinhos até que a família se reencontra e depois tem que se separar de novo e assim por diante. Misturando ingenuidade com um bocado de sorte, os dois vão conseguindo se ajeitar e atravessam o período da história judaica vivos e juntos.

A história, aliás é real, baseada em um livro escrito pelo próprio Joseph (o Jo) – justamente por isso, há muitos detalhes que o diretor, Chris Duguay, tenta incluir no filme sem conseguir explorar muito a fundo. Como o flerte de Maurice com a resistência francesa, por exemplo. Mas, no fim das contas, nada disso compromete muito a história.

O filme já está em cartaz nos cinemas da cidade:

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Marina Fabri
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