Sucesso nos anos 2000, open bar volta nas baladas de Curitiba

Com a crise econômica batendo na porta, cada vez mais as pessoas têm evitado fazer grandes gastos e os cortes também ocorram nas opções de lazer. Na tentativa de burlar essa crise, casas noturnas de Curitiba e região têm optado por festas no sistema open bar, que oferece bebidas liberadas por um período de tempo e assim atrair a clientela. Desta maneira garantem que o público chegue cedo e a casa fique cheia.
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De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, a opção de oferecer bebidas liberadas nas baladas voltou com tudo com a crise econômica. “Esse tipo de festa se popularizou nos anos 2000 e acabou voltando com tudo por causa da crise. É uma forma de atrair o público e fazer com que a casa encha mais cedo”, disse, já que normalmente o sistema open bar começa cedo e tem hora para acabar.
Segundo Aguayo, o open bar é uma forma de obter lucro e ainda fazer parcerias com distribuidoras de bebidas. “O open bar não é um prejuízo, é um investimento. As casas conseguem boas parcerias com distribuidoras de bebidas fazendo com que o custo fique mais baixo, subsidiando também o empresário”, explica. “Essa é uma tendência de alguns tipos de casa, como as sertanejas e as alternativas, voltadas para o público LGBTI”, afirmou.
Uma das casas que opta algumas noites por semana pelo sistema open bar é o Bar do Simão em Curitiba. De acordo com o empresário Emerson Simão, a opção pelo sistema foi uma demanda que veio do mercado. “Nós acabamos nos adaptando ao mercado, que pedia esse tipo de festa”, explicou. Na visão do empresário, a crise econômica é uma das grandes responsáveis por esse tipo de demanda.
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