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Após ser cancelada em 2017, Oficina de Música está de volta em novo formato

·3 min de leitura·Sandro Moser
Após ser cancelada em 2017, Oficina de Música está de volta em novo formato

Após ter sido cancelada em 2017, a 35.ª Oficina de Música de Curitiba volta a acontecer em 2018 entre os dias 27 de janeiro e 8 de fevereiro.

Um dos eventos de música mais tradicionais do país retorna com novo formato, mais curto e com muitas atrações importantes – isso para as suas duas fases, a dedicada para a música erudita e a popular, que acontecem simultaneamente. 

Se no ano passado a prefeitura de Curitiba justificou o cancelamento da Oficina em razão da má situação financeira, em especial na área da saúde, em 2018 a Oficina retorna com nova forma de financiamento.

Segundo Marino Júnior, presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC) – que organiza a Oficina de Música – o custo final desta edição está estimado em R$ 1,5 milhão e será pago por patrocinadores. Metade deste valor será investido pela Caixa Econômica Federal e o restante será dividido por Copel, Sanepar, Itaipu e outros patrocinadores.

“A parceria com a Caixa é muito positiva, pois nos garante recursos para essa e para as duas próximas edições. Dá um sinal ao mercado e permite que outros agentes também possam dividir esta conta que ficava só com a prefeitura. Como a Oficina tem dimensão nacional é justo que que seja assim”, avalia Marino.

Mais curta, mas do mesmo tamanho

A edição 35ª Oficina será mais curta e vai durar 13 dias, ao contrário dos 20 dias que o evento costumava durar anteriormente.

As fases popular e erudita que aconteciam separadas vão ocorrer ao mesmo tempo, respectivamente nos blocos Amarelo e Vermelho do campus da PUC-PR.

O show de abertura, no dia 27 de janeiro, une o popular e o erudito trazendo o Vocal Brasileirão, da Orquestra de Câmara de Curitiba, ao lado da cantora Jane Duboc para interpretar canções de Tom Jobim no Teatro Guaíra.

Outros nomes de peso farão participações na fase popular como Toquinho, Martinho da Vila, Toninho Horta e Áurea Martins.

Os concerto e eventos vão acontecer nos teatros Guaíra, Paiol, Capela Santa Maria e em outros espaços como o antigo reservatório da Sanepar,  no bairro Mercês, e em Parques como o São Lourenço, Tingui e Tanguá entre outros espaços.

A Oficina também mudou de lugar no calendário municipal. Ao contrário das antigas edições, que aconteciam na primeira semana do ano, esta tem início na última semana de janeiro.

Para Marino Jr. a Oficina não perde tamanho com a mudança de formato. “Estamos trabalhando com a mesma quantidade de eventos e com o mesmo número de alunos inscritos da última edição (em 2016), que foi a maior da história da Oficina.

De concertos à feira “jazztronômica” serão 125 eventos

Ao todo serão realizados 125 eventos entre concertos eruditos populares, palestras, exibição de filmes, flash mobs, passeios ciclísticos e uma feira “jazztronômica” na Capela Santa Maria, com comidas e jazz todos dias sob a curadoria do músico Glauco Solter.

Cabe a Solter também a escalação do circuito off que programa shows dos principais professores da oficina todas as noites em 13 bares da cidade. Neste ano, a fase erudita tem 45 eventos.

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