Passeios

Alô turista: saiba como aproveitar Curitiba em 48 horas

·4 min de leitura·Da redação, colaboração Larissa Abrão
Alô turista: saiba como aproveitar Curitiba em 48 horas

Dois dias em Curitiba? Confira algumas dicas do Guia Gazeta do Povo, elaboradas para desfrutar os melhores passeios da capital paranaense em 48 horas. 

Dia 1 – Mergulho histórico 

O começo do roteiro é pelo coração da cidade: a Praça Tiradentes, Marco Zero de Curitiba. Foi ali que, em 29 de março de 1693, foi criada a Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. O calçamento antigo é visível através de uma passarela de vidro no meio da praça. O local acompanhou as mudanças e transformações da capital, nela também está na Catedral Metropolitana de Curitiba.

De lá, basta andar para avistar o Paço da Liberdade. Com mais de um século, o prédio já foi sede dos poderes legislativo e executivo municipal, do Museu Paranaense e do Projeto Rondon. Atualmente, o local abriga exposições, oferece cursos e ainda abriga um café — é parada obrigatória. 

O Paço da Liberdade na Praça Generoso Marques. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Próximo destino: Centro Histórico. As construções mais antigas da cidade estão na região, como a Casa Romário Martins, a Igreja da Ordem e a Casa Vermelha. Parte dos locais são voltados para a preservação da memória curitibana. Se o seu passeio acontecer no domingo, aproveite a Feira do Largo da Ordem, que oferece produtos variados de artesanato e variedade gastronômica. Vale a pena comer pastel e tomar um caldo-de-cana. 

Depois de tanto “bater perna” é hora do almoço. O Madero, rede de restaurantes curitibana que se tornou famosa pelos hambúrgueres e hoje tem 80 estabelecimentos pelo Brasil, é uma opção com a cara de Curitiba. Lá, ainda é possível optar por carnes, massas e saladas. Duas dicas: não deixe de pedir a maionese extra (com receita exclusiva da casa), assim como o catchup artesanal e o petit gâteau de doce de leite como sobremesa. 

Para assistir ao pôr do sol em um dos pontos mais altos da cidade, a Praça das Nações oferece um novo ângulo da capital paranaense – além de possibilitar ótimas fotos. A praça tem um painel do artista Poty Lazzarotto, obra de 23 metros de comprimento por 3 metros de altura. É preciso ir de carro. 

Praça das Nações fica mais afastada do centro da capital. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Quanto vou andar?

Praça Tiradentes até Café do Paço (190 m) – a pé 2 minutos

Café do Paço até Centro Histórico (400 m) – a pé 5 minutos

Centro Histórico até Madero (Relógio das Flores) (280 m) – a pé 3 minutos

Madero (Relógio das Flores) até Praça das Nações (3,7 km) – Opção 1: a pé 5 minutos até a Praça Tiradentes, de ônibus Bairro Alto / Sta. Felicidade até a Estação Tubo Praça das Nações cerca de 25 minutos no total. Opção 2: de carro 15 minutos.

Dia 2 – Outras faces da capital

Solar do Barão fica próximo de outros locais conhecidos como o Passeio Público e a Praça Dezenove de Dezembro. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O segundo dia começa no complexo cultural Solar do Barão, o local é uma boa pedida por unir Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Museu da Fotografia Cidade de Curitiba e a Gibiteca, todos no mesmo endereço. O solar tem exposições e uma arquitetura de cair o queixo, já que foi lar de um personagem paranaense histórico: o Barão do Serro Azul. Oferece visitas monitoradas de terça a sexta, mais informações no site.

Para almoçar perto: A Caiçara, restaurante especializado na cozinha litorânea utilizando alimentos frescos no preparo dos pratos. O estabelecimento oferece pratos com a cara do Paraná e de Curitiba, utilizando frutos do mar, farinha de mandioca, banana da terra e pupunha no cardápio. Se o dia estiver quente, aproveite o jardim externo. O lugar tem decoração aconchegante e é uma graça. 

O roteiro prometeu fugir do óbvio, mas fica difícil não falar do cartão postal de Curitiba: o Jardim Botânico. O símbolo é reconhecido pela conservação e pesquisa da flora, com a estufa de ferro contendo plantas da Floresta Atlântica – quase 93% da mata já foi devastada. O Jardim Botânico também conta com o Jardim das Plantas Nativas, Jardim em Estilo Francês e o Jardim das Sensações. As fotos para as redes sociais estão garantidas!

Jardim Botânico é o cartão-postal da capital e cumpre o que promete. Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

E à noite? Curitiba tem uma vasta quantidade de bares e baladas, o melhor é que parte delas estão no bairro tradicional e boêmio São Francisco. A sugestão é passar no O Torto, bar que homenageia o jogador Garrincha. O seu dono, Arlindo Ventura, conhecido como "Magrão", também prepara um dos mais conhecidos pão com bolinho da cidade. Depois do esquenta, é possível aproveitar para dançar muito na Paradis Club, uma balada inspirada nos nightclubs das décadas de 1960 e 1970.

Quanto vou andar?

Solar do Barão até A Caiçara (450 m) – a pé 6 minutos

A Caiçara até Jardim Botânico (4,4 km) – Opção 1: a pé 3 minutos até a Praça Tiradentes, de ônibus A. Munhoz / J. Botânico mais 20 minutos. Opção 2: de carro 14 minutos

Jardim Botânico até O Torto (4,6 km) – de carro 15 minutos

O Torto até Paradis Club (60 m) – a pé atravessa uma rua

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