Lanches

Mais do que só pastel! Feirinha do Largo tem diversas opções gastronômicas

·5 min de leitura·Por Mariana Ceccon, Especial para Gazeta do Povo
Mais do que só pastel! Feirinha do Largo tem diversas opções gastronômicas

Nem só de pastel vive o turista ou o curitibano que vai à feirinha do Largo da Ordem. Quem ousa fugir da clássica combinação com caldo de cana, tem à disposição desde petiscos latino-americanos até pratos tradicionais, como o yakissoba e a moqueca baiana.

Em comum, apenas a produção artesanal e as receitas familiares que os feirantes fazem questão de guardar a sete chaves. O segredo que coloca suas iguarias entre as mais populares também é responsável por manter alguns desses pontos há mais de três décadas no mesmo lugar.

Pensando na degustação do próximo domingo, o Guia selecionou os pratos mais disputados na feirinha. Confira!

Empanadas

Para quem ainda não está preparado para deixar o pastel, uma boa saída é provar os seus “irmãos de gênero”. Nossos vizinhos latino-americanos oferecem suas próprias versões do lanche mais querido de feira.

Na barraca boliviana, por exemplo, as empanadas são assadas e chamadas de salteñas. São cinco sabores, feitos todos à mão há mais de trinta anos. A mais tradicional leva carne, ervilha, batata e azeitona como recheio. Cada uma delas custa R$ 9 e pode ser encontrada em frente à Igreja da Ordem.

Os chilenos também emplacaram uma versão assada, com a massa fina feita de trigo, ovo, gordura animal e água. A diferença para a dos bolivianos, além do formato, é que no recheio de carne é colocada uva passa. O assado custa R$ 10 e é vendido na Rua Kellers, nos fundos da Sociedade Polono-Brasileira.

No mesmo local, os hermanos oferecem suas empanadas por R$ 7, em sabores que vão desde carne até camarão. Mais parecido com o pastel, o salgado é frito e leva banha na massa. Os turistas também encontram empanadas argentinas na praça do Cavalo Babão. Lá, o feirante Edson Mendes oferece o petisco por R$ 6, acompanhado do típico molho chimichurri, uma combinação de ervas frescas, alho, orégano e azeite de oliva.

Bolinhos

Os fãs de petiscos não se sentem abandonados na feirinha. Empadinha, coxinha e batata frita são oferecidos aos montes. Mas os mais populares são os bolinhos. Em frente à Igreja da Ordem o turista pode provar os tradicionais bolinhos de bacalhau portugueses, por R$ 5. Pelo mesmo preço é oferecido o pastel de Belém. Os dois são produzidos artesanalmente há 25 anos.

Ainda próximo à Igreja, o visitante encontra bolinhos de batata (R$ 8) recheados com mignon, cheddar, bacon ou queijo. Farinha de trigo não entra na massa de nenhum deles. Na barraca Batatuchinha também tem batata suíça (R$10), com os mesmos sabores. A diferença é que o tubérculo entra ralado nessa versão e a finalização é feita na frigideira.

Comida brasileira

Não precisa ir ao Norte ou Nordeste para experimentar os pratos tradicionais dessas regiões. Em frente à Igreja da Ordem as baianas do Pedacinho da Bahia vendem acarajé (R$ 15) e tapioca (R$10), acompanhados de suco de caju. O bolinho de feijão fradinho, recheado com vatapá e camarão seco defumado, é a iguaria mais vendida. Mais próximo do almoço, no entanto, o turista encontra até moqueca e bobó de camarão para levar, por R$ 25.

Na região do Cavalo Babão, o tucupi dá o tom na barraca da Amazônia. Em dias mais frios, o caldo tacacá (R$18) é o carro-chefe. Preparado com o famoso tucupi (sumo da raiz da mandioca), o prato leva ainda goma de tapioca, camarão seco, jambu e, claro, coentro. É servido bem quente em uma cuia tradicional da região. De sobremesa, os bombons de cupuaçu, açaí e castanha-do-pará são sugeridos. Cada um custa R$ 3,50.

Internacional

Quem está com mais fome pode investir em um prato completo da culinária internacional. A italiana piadina, por exemplo, é um sanduíche feito com massa fina, à base de azeite de oliva e tostado na pedra sabão. No Piadina Mia, em frente à Igreja da Ordem, o lanche que lembra um pouco o beirute árabe ou o taco mexicano, pode ser recheado com nove sabores diferentes, com valores que variam de R$ 14 a R$ 17.

Ainda na gastronomia italiana, as fogazzas (R$ 15) são encontradas quase na esquina com a Mesquita de Curitiba, com combinações clássicas salgadas, que levam queijo, azeitona e palmito, e também em seis sabores doces, como o de bombom Sonho de Valsa.

Próximo dali também é possível degustar opções orientais. O tempurá de legumes e camarão, R$ 10 e R$ 15 respectivamente, são boas pedidas. O mais popular, no entanto são os yakissobas com preços que variam de R$ 17 a R$ 27, dependendo do tamanho e recheio escolhido, como carne, vegetariano ou camarão.

Uma das opções mais concorridas da feira está junto à fonte do Cavalo Babão. O Pierogi do Tadeu funciona há três décadas e se dedica à tradicional massa polonesa fresca cozida, recheada com batata e ricota. Os molhos são de calabresa e champignon e o prato completo varia de R$ 10 a R$ 33, dependendo da quantidade de pierogies pedidos. Uma das surpresas dos poloneses, no entanto, está na sobremesa. Os sonhos de tamanho grande (R$ 5) são fritos já recheados, o que garante que o gosto da goiabada, doce de leite ou creme fique impregnado na massa.

Para fechar o tour internacional, em frente ao Palácio Garibaldi, um trailer de comida mexicana oferece tacos, tortilhas e nachos, com preços médios de R$ 15. O Imix Cocina Mexicana oferece receitas caseiras, sendo a mais recomendada a tortilha de milho recheada com guacamole, creme azedo e carne moída.

 

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