Museus

Após reforma, Museu do Expedicionário reabre com novidades e encontro com pracinhas

·3 min de leitura·Luciana Penante, especial para Gazeta do Povo.
Após reforma, Museu do Expedicionário reabre com novidades e encontro com pracinhas

Reaberto para visitação após ficar fechado por 20 dias para reformas, o Museu do Expedicionário é oportunidade para conhecer a história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. A revitalização passou pelo piso, que voltou a ser o original de 1946 – de tacos de madeira -, limpeza do acervo e instalação de placas informativas em todas as salas. O visitante tem novamente a possibilidade de observar de perto parte dos cerca de 25 mil itens, entre objetos originais da guerra, como armas, fardas, bandeiras, medalhas e fotografias, além de réplicas de aviões e carros utilizados nos combates.

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História viva
Às quartas-feiras, ainda é possível conhecer alguns dos expedicionários que batalharam na Segunda Guerra Mundial, durante as reuniões da Legião Paranaense do Expedicionário, sempre às 16h. O encontro é aberto ao público e gratuito.

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Rachel Madureira Regnier, presidente da Legião Paranaense do Expedicionário e filha do ex-combatente Lauro Correia Regnier, conta que civis também podem se associar ao grupo. “Os interessados podem entrar para a legião como amigos dos expedicionários”, explica. Quem for aos encontros tem a oportunidade de conversar com pessoas como Rachel, que além de ter sido a primeira funcionária do museu, viveu a guerra e tem histórias muito interessantes para contar, como o retorno do pai para casa: “No dia em que ele voltou, eu o vi de longe e gritei: ‘veja, mamãe, o papai matou a guerra’”, diz.

Reformas

A reforma faz parte das intervenções que estão sendo feitas desde setembro de 2017, quando o edifício e o acervo do museu foram doados ao Exército Brasileiro, com a responsabilidade de preservar a história e o imóvel, enquanto a Legião Paranaense do Expedicionário passou a cuidar da parte cultural e memória. Com essa mudança, entrou em cena a aspirante Anna Juliacce, museóloga, que está reorganizando o acervo desde abril. “Nós queremos humanizar esses soldados, que são heróis", diz Anna, que de lá para cá já catalogou diversas peças, implementou rodízios na exposição e novos métodos de conservação dos objetos.

As melhorias estão sendo realizadas com o apoio dos setores público e privado: Forças Armadas, Secretaria de Cultura do Estado do Paraná, empresários e instituições locais.

Mais autonomia para o visitante 
Durante a reforma, foram instaladas placas informativas com detalhes sobre o acervo e história em português e inglês em todas as salas, com o intuito de enriquecer a visita, tornando o passeio mais interativo.

Visitas
O Museu do Expedicionário fica aberto de terça a domingo e recebe cerca de três mil visitantes por mês. Durante o passeio, é possível visitar salas como a dedicada ao Eixo Japão, Alemanha e Itália, com objetos da rendição e armas; a sala das enfermeiras, com objetos de campanha e uma maca original, com restos de sangue; a sala do inverno, com uma instalação que exibe como os soldados ficavam acampados e com itens do dia a dia dos soldados. Há ainda uma sala dedicada à participação da Força Aérea, a “Senta a Pua”, que conta com diversas réplicas de aviões utilizados na Segunda Guerra, separados por modelo e nacionalidade.

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Luciana Penante, especial para Gazeta do Povo.
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