O que faz a apresentação dos circos chineses algo imperdível

O Circo Imperial da China está de volta a Curitiba, desta vez com patins. Depois de trazer o espetáculo “Guardiões dos Unicórnios”, em agosto, agora a trupe se apresenta em cima do gelo.
Em “On Ice Mundo da Imaginação”, acrobatas e bailarinos vão se apresentar em cima de uma pista de gelo e em patins, com números de perder o fôlego.
Os ingressos para as seis apresentações, que acontecem entre os dias 14 e 17 de junho no Teatro Positivo, já estão à venda e custam entre R$ 50 (meia) e R$ 280 (inteira), dependendo do setor.
No último ano, duas companhias diferentes de circos chineses estiveram em Curitiba. O Circo Imperial da China trouxe o espetáculo “Guardiões dos Unicórnios”, com 55 integrantes. Quem também passou por aqui foi a Shenyang Acrobatic Troupe, do Circo da China, com 45 artistas e o show “A Jornada do Panda Sonhador”.
Mas… Circo Chinês?
A tradição do circo chinês começou há mais de dois mil anos no Período dos Estados Combatentes. Artistas chineses, acrobatas e contorcionistas são claramente reconhecidos em artefatos antigos já nas dinastias Qin e Han (221 aC – 220 aD).
Os registros históricos, as relíquias antigas, as esculturas em relevo em túmulos, pedras e tijolos, murais em templos e grutas e padrões decorativos em utensílios mostram que durante séculos o público ficou fascinado com as performances deslumbrantes de artistas chineses, acrobacias e circo.
Embora muitos tipos de números acrobáticos existiram durante a Dinastia Ch'in (255-207 aC), foi a Dinastia Han que viu a forma de arte alcançar novos níveis e se tornar uma forma popular de entretenimento.
A maioria dos grupos foram formados ao longo de linhas familiares e desenvolveram habilidades e rotinas que, com algumas alterações, são realizadas até hoje.
Conhecido como o "Pai Hsi" ou os "Cem Atos", durante este período o circo evoluiu para um longo show com grande variedade de números de trampolim, malabarismo e mágica.
Zh`ang Heng, um grande homem de letras na Dinastia Han Oriental, registrou em um de seus escritos, "The Western Capital Fu", muitas rotinas acrobáticas emocionantes e truques de mágica. O circo chinês moderno, por mais sofisticado que possa parecer, foi criado e realizado pelos antigos acrobatas chineses.
Esses acrobatas foram os favoritos da corte ao longo do Período Wei do Norte (386 – 534), na Dinastia Sung (960 – 1279), como registrado em livros e pinturas da época. Durante a Dinastia Sung, a arte da acrobacia foi praticada por metafísicos taoístas em um esforço para aperfeiçoar suas habilidades físicas e concentração mental.
Com o passar do tempo, o público do circo chinês mudou e, além dos nobres, os artistas foram bem recebidos também pelas pessoas comuns. Os artistas do circo se juntaram a marionetes, contadores de histórias, magos, dançarinos e outros artistas, que já se apresentavam para camponeses.
O governo chinês começou a acompanhar de perto o movimento de grupos e artistas individuais.
Como resultado, ao longo dos séculos XIX e XX, o circo chinês existiu em um formato menos estruturado. Viajando sozinhos ao invés de em grupos, os artistas ficaram desmoralizados e desacreditados perante o público.
Em 1949, a República Popular da China começou a financiar grupos e o circo chinês ressurgiu como uma forma de arte popular. Foi criado um grande número de novos programas com acompanhamento musical, figurinos, adereços, iluminação e o circo chinês tornou-se uma forma abrangente de arte de palco, tão magnificamente representada pelos artistas do Circo Imperial da China.
O Circo Imperial da China
Considerado um dos melhores circos do mundo, tem desempenhado um papel importante no intercâmbio cultural entre muitas nações. Grupos de circo chineses e europeus visitaram muitas regiões e países em todo o mundo. Suas excelentes performances foram calorosamente recebidas e muito apreciadas pelo público em todo o mundo.
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