Mostra de Cinema Mexicano terá exibição de 16 filmes em Curitiba

O cineasta mais famoso do mundo hoje é o mexicano Alejandro González Iñárritu. Ao menos do ponto de vista do Oscar: ele é o único diretor vivo que recebeu o prêmio duas vezes, por “Birdman” (2014) e “O Regresso” (2015). O cinema mexicano, porém, é muito mais que apenas um cineasta.
Com 16 títulos selecionados de diretores diferentes, a mostra de Cinema Mexicano Contemporâneo oferece um panorama possível para os filmes realizados hoje no país de Iñárritu.
Com curadoria de Mateus Nagime, o evento começa na próxima quarta-feira (12) e vai até o domingo (16), na Caixa Cultural. O preço dos ingressos é tão acessível quanto um café: R$ 4 e R$ 2 (a meia-entrada).
Além dos filmes — que tratam de temas como família, drogas e violência —, a mostra terá debates com cineastas convidados. É o que está programado para o primeiro dia, com a exibição de “Te Prometo Anarquia”, às 18h30 de quarta (12), seguida de uma conversa com o diretor Julio Hernández Cordón.
Um dos destaques da mostra é o documentário “Banho da Vida”, de Dalia Reyes, que retrata o cotidiano em um local público de banhos. Ricardo Silva, com “Navalhada”, se coloca entre o documentário e a ficção, retratando pessoas que vivem em Tijuana, na fronteira norte do México (uma cidade famosa pelo tráfico de drogas e o crime organizado).
Os diretores José Cohen e Lorenzo Hagerman também seguem uma linha documental falando sobre a crise hídrica na Cidade do México, a mais populosa do mundo, no filme “H20mx”.
Destaques da mostra:
Quinta (13)
16h: “H20mx” (2014, 82 min.).
18h: “O Modelo de Pickman” (El Modelo de Pickman, 2014, 10 min), de Páblo Ángeles Zuman; seguido de “Navalhada” (Navajazo, 2014, 75 min), de Ricardo Silva.
Anote: o curta-metragem de animação “O Modelo de Pickman” é inspirado numa história de H. P. Lovecraft sobre um colecionador de arte que, na busca por um quadro do pintor de arte macabra Richard Pickman, descobre um mistério oculto na obra do artista.
Sexta (14)
18h: “Verão de Golias” (Verano de Goliat, 2010, 76 min.), de Nicolás Peredas.
Anote: “Verão de Golias” mistura ficção e documentário para perfilar uma mulher abandonada pelo marido que tenta entender o que aconteceu conversando com pessoas que conhecem o homem que a abandonou.
Sábado (15)
16h: “Nuvens Flutuantes” (2014, 14 min), de Julián Hernández; seguido de “Carmim Tropical” (2014, 80 min., 12 anos), de Rigoberto Pérezcano.
Anote: “Carmin Tropical” é a história do regresso de Mabel para sua cidade natal a fim de descobrir o assassino de sua amiga Daniela.
18h: “A Vida Depois” (La Vida Después, 2013, 90 min), de David Pablos.
Domingo (16)
16h: “Banho de Vida” (Baño de Vida, 2016, 69 min.), de Dalia Reyes.
18h: “Ramona” (2014, 10 min), de Giovanna Zacharías; seguido de “As Lágrimas” (2013, 64 min), de Pablo Delgado.
Anote: “Ramona” é o nome de uma senhora de 84 anos que diz estar pronta para morrer. Porém, enquanto a família cuida dos preparativos, ela muda de opinião.
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