Milton Nascimento traz show Semente da Terra para Curitiba neste sábado

Depois de uma pausa na carreira, Milton Nascimento, o Bituca, está de volta. E voltou em grande estilo: no ano em que completa 75 anos de vida, sendo 50 deles de carreira, ele disse, em entrevista ao Guia Gazeta do Povo, estar vivendo o melhor momento de sua vida. E o show que traduz esse momento, Semente da Terra, chega por aqui neste sábado, 19. A apresentação será no Teatro Guaíra.
E quem quiser ver o show de perto tem que correr: restam poucos ingressos. “Curitiba nunca pode ficar de fora de uma turnê minha. Desde quando eu comecei, sempre fiz questão de passar por aí. E saber que os ingressos já estão quase esgotados aumenta mais ainda nossa vontade de chegar logo ao Teatro Guaíra, um lugar que eu gosto tanto. Pra mim, vai ser demais voltar depois de tanto tempo”, diz ele.
Semente da Terra
Ava Nhey Pyru Yvy Renhoi, ou, Semente da Terra. Este é o nome que Milton Nascimento recebeu de 37 lideranças espirituais da Nação Guarani Kaiowá numa cerimônia realizada em 2010. O nome de batismo Guarani é concedido para pouquíssimas pessoas nascidas fora da tribo. Naquele ano, algumas lideranças indígenas viram uma foto do músico – ele havia feito uma apresentação para sul-mato-grossenses e comunidades indígenas. Os caciques e pajés discutiram e resolveram conceder o batismo a ele naquela noite mesmo, no palco.
“A minha relação com os povos indígenas começou muito antes do disco TXAI, que também foi todo inspirado nos povos da floresta. Foi por volta dos anos 1970, quando eu estava em São Paulo e conheci alguns índios. Naquele momento eu já tive uma identificação muito forte com eles. E só mais tarde surgiu o projeto TXAI (que virou disco em 1991) quando me encontrei no Acre com os índios da Tribo Ashninka. A partir disso, a causa indígena sempre esteve presente na minha vida – até que fui batizado em 2010”, explica ele.
A turnê
Justamente por conta disso, a turnê e várias das faixas que fazem parte do show tem a ver com a causa indígena e social. Segundo ele, Semente da Terra veio para ser uma mensagem de esperança. “Nossa vontade é de que possamos gerar algum tipo de reflexão. E o repertório tem um papel importante nisso. A gente não pensou em nada além que não fosse inspirado na vida dos índios e das minorias do Brasil”, explica.
Por aqui, o público pode esperar canções de todas as épocas da carreira de Milton Nascimento a partir do álbum Travessia – tem faixas dos anos 1970 e 1980, da época das Diretas Já e clássicos como Coração de Estudante, Maria Maria, Caxamgá e outras. “A seleção foi toda elaborada em conjunto com Wilson Lopes (diretor musical, arranjos e cordas), meu filho Augusto Kesrouani (também empresário), o Danilo Japa (diretor artístico do show) e, é claro, sempre escuto todos os integrantes da minha banda, em especial Lincoln Cheib (bateria), o Kiko Continentino (piano) e o Widor Santiago (sopros)”, finaliza ele.
Os ingressos custam a partir de R$ 170 e chegam a R$ 300, mais taxa de conveniência. Quem é assinante da Gazeta tem 50% de desconto na compra de até dois ingressos. Veja mais informações na ficha abaixo:
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