Exposições

Artista italiano critica a violência da humanidade em mostra na Bienal de Curitiba

·1 min de leitura·Da redação, com colaboração de Amanda Lüder
Artista italiano critica a violência da humanidade em mostra na Bienal de Curitiba

A Bienal de Curitiba, que já está oficialmente aberta e que até 25 de fevereiro de 2018, traz a exposição do artista italiano Marco Bolognesi, no Museu Oscar Niemeyer. A obra “Sendai city: the truth” retrata o lado sombrio e violento da humanidade.

O artista, que está pela primeira vez no Brasil, fotografou modelos com objetos colados em seus corpos, como armas de brinquedo e outros utensílios encontrados na casa dos próprios fotografados. Com as fotos e colagens, Marco pretende mostrar o retrato de “tecnomutantes”, que são mutantes tecnológicos. “Nesses seres não tem nada de humano”, afirma o artista, “vemos a guerra e a violência como uma coisa normal. Eu penso que o homem não é mais um homem”.

A escolha pelo preto e branco, segundo Marco, é para destacar o lado sombrio do homem. “Esses seres saem da escuridão”, explica o artista, que produziu essa mostra especialmente para a Bienal de Curitiba. Enquanto fotografava, solicitou aos modelos para terem pensamentos sobre medo e tensão. “Para mim, a humanidade está perdida”, frisa ele.

Marco Bolognesi


O artista italiano já trabalha há 20 anos com a temática trazida pela mostra da Bienal, conhecida como “Cyberpunk”. Marco recebeu o prêmio “The Artist in Residence” no Instituto Cultural Italiano em Londres antes dos 30 anos de idade. Ele já teve obras exibidas em Viena, Budapeste, Miami, Nova York, Chicago, Cingapura e Pequim.
 

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