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Livro conta história do rock curitibano

·2 min de leitura·Sandro Moser
Livro conta história do rock curitibano

Uma aula de anatomia aplicada ao rock de Curitiba, dos anos 1970 até hoje. Esta é uma forma de definir o livro “Uma Fina Camada de Gelo – O Rock Autoral e a Alma Arredia de Curitiba”, do escritor Eduardo Mercer.

Assista a entrevista em vídeo sobre o livro

A publicação será lançado em três noites nesta semana. Na quarta-feira (25), uma sessão de autógrafos com o autor lança oficialmente a obra na Livraria Arte e Letra, no Batel. Na quinta e sexta-feira (26 e 27) sete bandas se revezam no palco do Jokers Pub: Tessália, Intruders, Maxixe Machine, Krapullas, Black Maria, Sr. Banana e Relespública, algumas delas reunidas especialmente para os shows.

Punk, mod, pop… Rock! enfim, para simbolizar como foram as agitadas décadas em que a “cena” de Curitiba cresceu e fez barulho.   

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“Para falar das bandas que fizeram história no começo dos anos 1990 que era a ideia original, eu percebi que precisaria recuar no tempo e contar a história das bandas que abriram o caminho nas décadas de 1970 e até antes. O livro começa na ‘pré-história’ e vem até hoje”.

Maldição

Além de contar a história dos artistas, bandas, poetas, agitadores culturais, imprensa, e tudo o que movimentou a cena do rock autoral em Curitiba, Mercer também se ocupou de analisar à luz do mercado e da observação social à pergunta eterna quando o assunto é o rock curitibano: Afinal por que as nossas bandas não fizeram sucesso nacional?

Em um capítulo chamado “A Maldição do Petropen”, Mercer dá voz a uma série de personagens fundamentais desta história que mostram que, apesar da história não ser bem assim, algumas bandas conseguiram sim, mas que no fundo esta ideia tem a ver com a tal “Alma arredia” do artista curitibano.

“Na minha investigação vi que tinham dois pontos fundamentais. Há certo desprendimento na busca do sucesso e a própria estética musical peculiar: os músicos sabendo que a cidade tinha uma linguagem pouco comercial exageravam este lado e ficavam livres para criar”.

Se fez sucesso ou não, é outro questão, mas o rock autoral curitibano ganha agora seu livro mais bem documentado em 550 páginas de informação e opinião recheada com farto material documental.

 

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