Livro conta história do rock curitibano

Uma aula de anatomia aplicada ao rock de Curitiba, dos anos 1970 até hoje. Esta é uma forma de definir o livro “Uma Fina Camada de Gelo – O Rock Autoral e a Alma Arredia de Curitiba”, do escritor Eduardo Mercer.
Assista a entrevista em vídeo sobre o livro
A publicação será lançado em três noites nesta semana. Na quarta-feira (25), uma sessão de autógrafos com o autor lança oficialmente a obra na Livraria Arte e Letra, no Batel. Na quinta e sexta-feira (26 e 27) sete bandas se revezam no palco do Jokers Pub: Tessália, Intruders, Maxixe Machine, Krapullas, Black Maria, Sr. Banana e Relespública, algumas delas reunidas especialmente para os shows.
Punk, mod, pop… Rock! enfim, para simbolizar como foram as agitadas décadas em que a “cena” de Curitiba cresceu e fez barulho.
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“Para falar das bandas que fizeram história no começo dos anos 1990 que era a ideia original, eu percebi que precisaria recuar no tempo e contar a história das bandas que abriram o caminho nas décadas de 1970 e até antes. O livro começa na ‘pré-história’ e vem até hoje”.
Maldição
Além de contar a história dos artistas, bandas, poetas, agitadores culturais, imprensa, e tudo o que movimentou a cena do rock autoral em Curitiba, Mercer também se ocupou de analisar à luz do mercado e da observação social à pergunta eterna quando o assunto é o rock curitibano: Afinal por que as nossas bandas não fizeram sucesso nacional?
Em um capítulo chamado “A Maldição do Petropen”, Mercer dá voz a uma série de personagens fundamentais desta história que mostram que, apesar da história não ser bem assim, algumas bandas conseguiram sim, mas que no fundo esta ideia tem a ver com a tal “Alma arredia” do artista curitibano.
“Na minha investigação vi que tinham dois pontos fundamentais. Há certo desprendimento na busca do sucesso e a própria estética musical peculiar: os músicos sabendo que a cidade tinha uma linguagem pouco comercial exageravam este lado e ficavam livres para criar”.
Se fez sucesso ou não, é outro questão, mas o rock autoral curitibano ganha agora seu livro mais bem documentado em 550 páginas de informação e opinião recheada com farto material documental.
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