Litogravura é tema de exposições em Curitiba

Uma das principais técnicas de impressão dos últimos dois séculos, a litogravura ganha exposições simultâneas no Museu da Gravura, em Curitiba, a partir desta quinta (13). As mostras, que abordam desde os aspectos históricos da prática até o acervo litográfico do Museu, ficam em cartaz até setembro.
A principal das exposições é a Plano Gráfico, que reúne um resumo da história da litogravura e também um recorte do acervo do Museu da Gravura, com as pedras utilizadas na impressão litográfica. Outro componente da exposição é uma mostra com obras de artistas que trabalham com litogravura na atualidade, confrontando a produção contemporânea com a do tempo em que a litogravura servia para imprimir rótulos, livros e até mesmo jornais.
Os artistas que produzem com litogravura e que estarão na exposição foram entrevistados para falar a respeito do processo de criação de suas obras. As entrevistas serão exibidas durante o período expositivo, também no Museu da Gravura, e, além delas, alguns dos artistas participarão de rodas de conversa periódicas onde apresentam a sua produção. É a mostra Entrevista com Artistas, que também fica em cartaz até setembro.
Com trabalho de conclusão de curso de Licenciatura em Artes Visuais na Escola de Música e Artes Visuais do Paraná (EMBAP) sobre autorretrato em litogravura, a artista plástica Julia Kobus Arbigaus expõe parte das produções que realizou em um período de um ano e meio, explorando as possibilidades de personalização e interiorização que o autorretrato litográfico oferece.
Outra exposição de artistas atuais é a de Linoleogravura. A técnica é parecida com a da xilogravura, mas, ao invés de as ilustrações serem impressas a partir de uma matriz de madeira, a linoleogravura utiliza o linóleo, tecido que é criado a partir de uma mistura de juta com óleo de linhaça e cortiça em pó. Apesar de ser mais utilizado em pisos impermeáveis, como os de estúdios de dança, o linóleo também serve para a gravação de desenhos, proporcionando um desenho mais "suave" e "doce" do que o da madeira da xilogravura.
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