Teatros

5 motivos para não perder a temporada da peça Killer Joe em Curitiba

·3 min de leitura·Sandro Moser
5 motivos para não perder a temporada da peça Killer Joe em Curitiba

Neste final de semana, de sexta a domingo (de 1º a 3 de setembro), a companhia teatral Cemitério de Automóveis apresenta o espetáculo KIller Joe na Caixa Cultural. A peça é uma adaptação do texto de estreia do dramaturgo americano Tracy Letts, que já recebeu prêmios e foi traduzida para 12 idiomas. A primeira montagem brasileira tem direção de Mário Bortolotto e já esteve em cartaz em São Paulo e no Rio de Janeiro.

No elenco, os atores Aline Abovsky, Ana Hartmann, Carcarah, Fernão Lacerda e Gabriel Pinheiro interpretam os cinco personagens da trama que se passa toda dentro de um trailer. O texto já foi adaptado para o cinema em 2012.

Abaixo, o Guia da Gazeta do Povo elencou cinco motivos por que a peça é uma das atrações imperdíveis do final de semana:

1) A peça é um dos maiores sucessos do grupo Cemitério de Automóveis

A montagem da versão de Killer Joe pelo Cemitério de Automóveis foi pensada para o teatro da companhia, uma sala no centro de São Paulo com capacidade para pouco mais de 30 pessoas. Logo no primeiro dia, mais de cem pessoas formaram fila na porta do teatro. Como a repercussão “boca a boca” e críticas positivas, a peça embalou uma temporada de cerca de um ano em cartaz em São Paulo e rodou com grande sucesso de público e críticas por várias capitais brasileiras.

2) O texto original é de um dos grandes autores contemporâneos do teatro americano

Escrito em 1991, o texto do dramaturgo e roteirista americano Tracy Letts é encenado pela primeira vez no Brasil. Com tradução do também dramaturgo Maurício de Arruda Mendonça, o texto verte ao português um dos mais cultuados autores do meio teatral americano, mais conhecido por aqui por suas adaptações para o cinema como do filme Álbum de Família, com Meryl Streep e Julia Roberts, e a versão de Killer Joe – Matador de Aluguel, com Matthew McConaughey e dirigido por William Friedkin (de O Exorcista).

O diretor Mário Bortolotto avisa que a peça traz os mesmos elementos da versão original. “Fui fiel à história escrita por Tracy Letts, que foi encenada no cinema. Assim como no original, a história se passa num trailer, nos Estados Unidos, com uma família americana maluca. Esta será uma oportunidade a quem viu o filme de comparar as duas versões”, afirma Bortolotto, que teve dois meses de trabalho antes da estreia.

3) O teatro de Mário Bortolotto é um dos mais importantes do país

Desde que surgiu como um grupo marginal na Londrina do começo da década de 1980, até o reconhecimento de crítica, público e premiações nas três décadas seguintes, a trajetória da companhia de teatro Cemitério de Automóveis leva a assinatura do dramaturgo Mário Bortolotto, um de seus fundadores. O autor, diretor, músico e ator dramático londrinense criou um estilo particular de dramaturgia, ligado ao teatro americano, que torna suas montagens destaques no cenário teatral contemporâneo. Destaque para as trilhas sonoras que trazem sempre pérolas, do rock, folk e blues.

4) A peça consegue ser tão boa (ou melhor) que o ótimo filme Killer Joe

Se o filme Killer Joe foi, para muitos, um dos melhores filmes da década, no teatro o texto de Letts funciona ainda melhor.  A peça é uma comédia de erros violenta e totalmente amoral. A adaptação faz jus à violência realista e claustrofóbica da peça. Perfeita, aliás para o teatro da Caixa Cultual. Toda a trama é passada dentro de um trailer e o elenco tem apenas cinco pessoas. Filhos parricidas, irmãos rufiões de irmãs, traidores e mentirosos da pior espécie se enfrentam dentro de um trailer no Texas. O pequeno palco do teatro da Caixa Cultural lembra o do Cemitério de Automóveis, assim a cenografia original será mantida.

5) Diversão de primeira linha com preço módico

Como de costume nas montagens e shows patrocinados pela Caixa Econômica Federal, os ingressos conseguem ser até dez vezes mais barato que os cobrados pelas produções não subvencionadas. Como o teatro é pequeno (cerca de 40 lugares) é prudente se antecipar para adquirir os bilhetes para as sessões.

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