Il Volo em Curitiba: “Três caras charmosos cantando as músicas mais bonitas do mundo”

Nenhum dos jovens cantores italianos do trio “Il Volo” tinha nascido quando os tenores José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti se uniram para fazer o primeiro show conjunto antes da final da Copa do Mundo de 1990, em Roma.
A reunião dos três nomes mais famosos da música clássica da segunda metade do século 20, de certa forma abriu o caminho para a popularização da música erudita até chegar ao que hoje se chama de “popera”: a estratégia de vestir com embalagem pop a música clássica e assim levá-la às massas consumidoras.
Terreno este em que o trio formado do Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoble dominaram, se tornando alguns dos nomes mais importantes. Os três voltam à Curitiba no dia 19 de setembro (uma terça-feira) para dar inicio ao braço brasileiro da turnê “Uma Noite Mágica, Tributo aos Três Tenores”.
O repertório é mesmo o do novo CD, “Notte Magica, A Tribute to the Three Tenores”, que está na lista mais vendidos de música clássica da Billboard. O show inclui várias canções que foram consagradas nos discos dos Três Tenores como “Nessum Dorma”, “Uma Furtiva Lacrima”, “Granada”, “O Sole Mio” e “Maria (West Side Story)” interpretadas pelo trio vocal acompanhado de uma orquestra sinfônica.
De Sofia, a capital da Bulgária onde se apresentaram na semana passada, o cantor Piero Barone conversou com o Guia da Gazeta do Povo e disse que este é o projeto mais empolgante do trio até hoje. “Todos nós três crescemos ouvindo o trabalho deles. São nossos maiores ídolos”.
Este espetáculo foi montado pela primeira vez em julho de 2016 em um palco montado em frente à igreja Santa Croce em Florença na Itália com direção do próprio Plácido Domingo.
Caras charmosos
Barone fez uma comparação divertida para comentar como foi trabalhar com o tenor espanhol.
“Trabalhar com Plácido [Domingo] nos fez sentir o mesmo que deve ter sentido o One Direction quando foi elogiado por Paul McCartney: um momento que a gente nem sonhava que acontecesse e que nunca vamos esquecer”.
Para o cantor, o novo trabalho do trio já conseguiu vencer a resistência de alguns fãs de música erudita que torciam o nariz para a união de pop e clássico. "Este projeto é diferente, é um tributo ao repertório clássico dos três tenores com uma grande orquestra", disse. "Além disso, prefiro pensar que há pessoas que gostam de muitos tipos diferentes de música. Pessoas que escutam ópera, que escutam música pop e que amam música clássica. Não vejo problema nenhum nisso”.
Barone lembra-se da apresentação no Guaíra lotado em 2016 como uma das mais “acolhedoras e quentes” que o grupo já teve. E resume assim, o que espera o público que for ao teatro em setembro. “Vão ver três caras charmosos cantando algumas das músicas mais bonitas do mundo com uma ótima orquestra. Esperamos que todos voltem para casa mais felizes depois desta noite mágica”.
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