O que esperar do show da banda Francisco, el Hombre em Curitiba

No que depender do show que o grupo fez no Psicodália e também no Festival Coolritiba, ambos no primeiro semestre deste ano, o clima vai esquentar na apresentação do Francisco, el Hombre, no John Bull, nesta sexta-feira (28). Ninguém vai ficar parado. Desta vez, a banda se apresenta ao lado do grupo uruguaio Cuatro Pesos de Propina com a turnê Rompe Frontera, que propõe o encontro entre as sonoridades latinas dos dois grupos. A abertura da apresentação está marcada para às 22h.
A latinidade é uma ótima palavra para definir a batucada do Francisco, inclusive pela nacionalidade dos integrantes. Os irmãos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte são mexicanos que se naturalizaram brasileiros. Ao lado deles, compõem o grupo Andrei Martinez Kozyreff, Juliana Strassacapa e Rafael Gomes. O som é uma mistura de ska, rock latino, mpb e acordes folclóricos.
O repertório da apresentação é baseado no álbum “SOLTASBRUXA”, lançado em 2016. O single “Triste, Louca o Má”, por exemplo, é um hino do feminismo atual. Nele, Juliana canta em alto e bom som: “Que um homem não te define/Sua casa não te define/Sua carne não te define/Você é seu próprio lar”, defendendo a liberdade acima de tudo.
As letras, potencializadas com o assalto que a banda sofreu na Argentina, em 2015, são relacionadas a assuntos contemporâneos e falam muito de política. Bolso Nada, por exemplo, faz uma metáfora e crítica ao deputado Jair Bolsonaro, potencial candidato à Presidência da República. Percussão, trombone, trompete e sax ganham mais importância que o peso de distorções na apresentação de SOLTASBRUXA. Isso torna as guitarras mais gingadas, e a sonoridade um quase-mantra.
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