Foster The People promete seu melhor show em Curitiba

“A música pop pode ser alegre sem ser tola”, diz o Isom Innis, do Foster The People. A banda californiana se apresenta na Pedreira Paulo Leminksi nesta quarta-feira (07), no festival Summer Break, que tem como destaque Noel Gallagher, ex-Oasis. No setlist, serão apresentadas as canções do álbum FTP, "Sacred Hearts Club", lançado no ano passado.
“Uma canção pop é uma das melhores formas de dar as mensagens que precisam ser ditas, mas um show também precisa ser uma festa para tirar, mesmo que por uma noite, sua cabeça das preocupações”, disse por telefone de Los Angeles.
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Isom que é músico de apoio da banda desde o começo (2011), foi efetivado como membro apenas no ano passado, nas gravações do álbum. Ele brinca que o novo status mudou pouca coisa na sua vida. “A única coisa que aconteceu foi que eu comprei uma jaqueta de couro nova”.
Com a banda já está em seu terceiro álbum, Isom avalia que o show será o melhor que a banda já fez no Brasil. “Agora temos repertório suficiente para tocar nossos hits e lados B. Mudamos o setlist toda noite e nunca tocamos o mesmo grupo de canções”.
Nos shows mais recentes, O Foster The People tem tocado covers de bandas como Weezer, Ramones e Beatles, mas para Curitiba a surpresa deve ser outra. “Temos ensaiado Disorder, do Joy Division, que é a minha banda favorita de todos os tempos”.
Ser fã do Joy Division, alias é um dos requisitos para ser aceito no Sacred Hearts Club (Clube dos Corações Sagrados). “Para entrar no clube ajuda ser fã Joy Division ou Patti Smith, mas qualquer um pode entrar. O Sacred Hearts Club é um grupo de pessoas que tem tesão pela vida”.
Ato falho sobre a identidade de Banksy
Ele explica que este álbum foi concebido depois de viagens que a banda fez para países nórdicos como a Suécia e a países da África como Marrocos, Uganda e África do Sul. “Um álbum é realmente uma foto de um momento da vida de uma banda. Muitas memórias, muitos sentimentos como alegria trabalho duro e superação. Nada é tão bom como construir um álbum do nada”.
Neste ponto da conversa, o bem humorado Isom deixa escapar um ato falho em que sugere que o artista Banksy, na verdade é Robert Del Naja, o líder da banda britânica Massive Attack. Atualmente é a teoria mais aceita sobre a identidade do misterioso artista urbano.
“Um álbum é um flagrante de um momento de uma banda e das pessoas que a compõem. É mais ou menos como o Banksy, desculpe não o Banksy, mas o Massive Attack que transformou seu álbum de estreia no código de DNA e o relançou em forma de spray. O nosso álbum é uma espécie de um holograma codificado do nosso momento”.
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