Cinema

Cinemas: 7 filmes entre os destaques da programação são nacionais

·4 min de leitura·Da redação, colaborou Matheus Nascimento
Cinemas: 7 filmes entre os destaques da programação são nacionais

Se você pensa que o cinema brasileiro não é bom ou não tem tanto espaço nos cinemas, espere um momento. Só nesta semana, as salas de exibição em Curitiba estão com sete filmes nacionais em cartaz, e eles atiram em diferentes alvos: comédia romântica, filme adolescente e até documentário sobre questões sociais. O Guia Gazeta do Povo resume abaixo a história de cada um destes filmes, e mostra alguns motivos para você ir assistir a qualquer um deles – ou a todos.

Amor.com, que estreou no começo desse mês, traz Ísis Valverde no papel de Katrina, uma blogueira de moda que vê seu mundo cruzar-se com o de Fernando (Gil Coelho), youtuber de games. Os mundos dois são bastante diferentes: ela já é famosa; ele ainda está procurando maior projeção na internet.

Avaliado por veículos como a “Veja São Paulo” como um bom filme, apesar dos clichês típicos das comédias românticas, Amor.com é uma boa pedida para quem gosta de roteiros com histórias de amor do tipo “os opostos se atraem”. E chama atenção por falar de celebridades da internet sem usar digital influencers reais para isso.

Documentário estreante da lista, Divinas Divas é a estreia de Leandra Leal como cineasta. Histórias de algumas das primeiras travestis brasileiras a subirem nos palcos, nos anos 1960, em pleno auge da Cinelândia, no Rio de Janeiro, são contadas. Nomes como Rogéria, Valéria e Jane di Castro se reencontram para montar um espetáculo teatral, e o documentário acompanha esta reunião.

A crítica especializada se entusiasmou com o resultado. Para a “Folha de S. Paulo”, por exemplo, Leandra Leal se revelou uma cineasta com carreira promissora, e acertou ao mostrar não apenas aspectos como preconceito e violência, mas também o papel de cada uma das personagens como cantoras.

Em uma linha diferente, Meus 15 Anos traz Larissa Manoela, de longe a atriz infantojuvenil de maior sucesso do país nos últimos anos. No longa, ela é Bia, uma adolescente que descobre que vai ganhar a festa de 15 anos dos sonhos, mas que não tem muitos amigos para convidar para a celebração porque não é muito popular na escola. Com a ajuda do pai e de um amigo, ela tenta reverter a situação.

Para os críticos, o filme é igualmente empolgante para várias gerações por mostrar o universo juvenil de uma maneira bastante objetiva, com seus dilemas e dúvidas. Foi a impressão da “Veja São Paulo”, que considerou que os seguidores de Larissa Manoela nas redes sociais – são mais de 10 milhões deles – vão adorar a história.

Também centrado em uma adolescente, Mulher do Pai é oposto ao filme de Larissa Manoela: as atenções estão em Nalu (Maria Galant), que mora na fronteira do Brasil com o Uruguai e passa a cuidar do pai cego (Marat Descartes) quando a avó, que cuidava dos dois como se fossem irmãos, morre. Tudo muda quando uma professora uruguaia, Rosario (Veronica Perrotta) chega e desperta ciúmes nos dois.

O caráter do filme, de mostrar as questões sem necessariamente dizê-las, foi um destaque unânime ressaltado pelas revisões na imprensa. O jornal “O Globo”, por exemplo, elogiou a inserção da paisagem do interior do Rio Grande do Sul na história, além de considerar que temas sensíveis da relação entre pai e filha são abordados de maneira hábil pela diretora Cristiane Oliveira.

De volta à realidade, há o documentário Nunca me Sonharam, que tenta traçar um panorama da educação pública no Brasil a partir de depoimentos de estudantes de escolas públicas. No percurso, eles falam de seus sonhos e expectativas para o futuro – tudo passando pelo espaço da escola, que reúne essas diferentes histórias.

O site “Papo de Cinema” qualificou Nunca me Sonharam como um “manifesto pró-juventude”, e que o filme, mais do que simplesmente falar do ambiente escolar, se presta a explorar o processo de descoberta do mundo, e de si mesmos, pelos adolescentes.

Os amantes de metal brasileiro também estão representados na lista: o documentário Sepultura – Endurance reconstitui, através de depoimentos, imagens e vídeos de arquivo, a história da banda de metal brasileira que conquistou sucesso mundial ao fundir o gênero a sons tipicamente brasileiros.

As resenhas do filme consideram, num geral, que ele é uma boa porta de entrada para os neófitos na história do Sepultura, mas que também é uma chance para que quem sempre subestimou o grupo reavalie a posição. O site “Omelete” destaca ainda que Sepultura – Endurance é importante para entender alguns dos acontecimentos-chave da história do conjunto, como a saída de Max Cavalera.

Por último, mas não menos importante, Um Tio Quase Perfeito é o de maior sucesso da lista. Primeiro longa protagonizado pelo humorista Marcus Majella, o roteiro traz Marcus como Tony, um trambiqueiro que, ao ser despejado da casa onde morava, procura abrigo com a irmã (Letícia Isnard), que é o seu oposto. Precisando viajar a trabalho por um bom tempo, ela deixa os filhos sob os cuidados do irmão, e isso, naturalmente, causa uma série de confusões.

Um dos aspectos do filme que foram elogiados pela crítica foi o fato de que ele não apela para clichês típicos da TV na tentativa de fazer rir. Foi o que destacou a “Folha de S. Paulo” que, além disso, também qualificou Um Tio Quase Perfeito como um produto “redondo” e eficiente para o que se propõe: ser uma comédia com roteiro já bem definido.

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