Cinema

10 filmes imperdíveis para aproveitar o festival Olhar de Cinema

·4 min de leitura·Sandro Moser
10 filmes imperdíveis para aproveitar o festival Olhar de Cinema

Começa nesta quarta-feira (7) a sexta edição do “Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba", maior mostra voltada a sétima arte que acontece na cidade. Neste ano, serão exibidos 125 filmes produzidos em diversos países, entre trabalhos contemporâneos importantes, clássicos e raridades. O diretor de programação do evento, Antônio Junior, acredita que o festival é uma oportunidade única para assistir os filmes que, por conta do perfil e da linguagem, dificilmente entrariam em cartaz nas programações regulares das salas da cidade. 

A seguir, confira a lista de 10 filmes que passaram por curadoria do Guia Gazeta do Povo e ganharam a chancela dos imperdíveis durante o evento, que acontece até o dia 15. A programação completa pode ser vista aqui. Os filmes serão exibidos em salas dos cinemas do Espaço Itaú (Shopping Crystal) e do Cineplex (Shopping Novo Batel). Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Assinantes do Clube Gazeta do Povo tem 50% de desconto na compra de ingressos.

A Família (2016),

de Gustavo Rondon, Venezuela, Chile e Noruega.

Filme de abertura do festival, mostra o contexto de violência que vive a Venezuela na última década. O roteiro mostra um pai e um filho, que vivem na periferia de Caracas, em meio a crueza dessa realidade. É o primeiro longa-metragem do diretor.

300 milhas (2016),

de Orwa Al Mokdad, Líbano.

O nome do filme remete a distância (cerca de 480 km) que separam o cineasta e jornalista Al Mokdad, que vive no sul da Síria, de uma sobrinha que vive em Aleppo, em meio a guerra civil daquele país. O filme é um anti-road movie que além de sequências de ficção, tem imagens reais de batalhas e entrevistas com ativistas e militares,

O que me Motiva I e II (1985 e 2016),

de Ignacio Aguero, Chile

O premiado diretor e documentarista chileno virá ao festival para apresentar seus dois filmes de mesmo nome (“Como me da la Gana”, em espanhol). O primeiro é um documentário de média-metragem, filmado em 1985. Nele, o diretor ouvia colegas em seus sets de filmagem e perguntava como o por quê de se fazer cinema durante a ditadura chilena. No segundo, filmado em 2016, ele repete a abordagem atualiza a pergunta.

Viagem ao Fim do Universo (1963),

de Jindrich Polák. Iugoslávia.

Clássico obscuro da ficção cientifica feito na antiga Tchecoslováquia. O filme mostra o colapso mental de uma tripulação espacial no ano de 2163. O filme antecipa a linguagem e influenciou fortemente a ficção cientifica que faria sucesso no mundo todo na década seguinte como "2001, uma Odisseia no Espaço" e a saga "Star Wars".

Todas as Cidades do Norte (2016),

de Dane Komljen, Sérvia, Bósnia Herzegovina e Montenegro 

Um dos filmes mais aguardados do festival. Com uma linguagem singular que usa a paisagem, arquitetura e a figura humana, o filme é uma ficção realista sobre “os espaços vazios entre os homens e um manifesto a favor da vida”, segundo o seu diretor.

Dao Khannong (2016),

de Anocha Suwichakornpong, Tailândia.

O trabalho da cineasta tailandesa é destacado pela mostra "Foco" – que a cada edição mira a obra de um diretor contemporâneo de destaque. Ela estará presente no festival para debates e uma masterclass. “Dao Khannong”, seu filme mais recente, mostra duas mulheres que chegam a uma casa isolada. A mais jovem quer dirigir um filme sobre a mais velha, uma escritora que liderou o movimento estudantil na Tailândia da década de 1970. A diretora grava as entrevistas entre as duas para usar como material para seu roteiro.

Aurora (1927),

de F. W. Murnau.Estados Unidos.

É o primeiro filme que o diretor alemão F.W. Murnau (1888-1931) rodou nos Estados Unidos, país para onde se mudou em 1926. O cineasta mestre do expressionismo alemão é o homenageado na mostra Olhar Retrospectivo que vai exibir dez de seus onze filme em cópias restauradas. Aurora foi um dos filmes pioneiros no uso do som gravado direto em película, revolucionário à época. Com fotografia apurada, tem imagens belíssimas, mas guarda um pouco do sombrio e da loucura e do horror característicos do Expressionismo.

Occidental (2016),

de Neil Leboufa, França.

As tensões políticas, raciais e sexuais do mundo contemporâneo estão presentes nesta tragicomédia com ares de thriller. Artista plástico conceituado  que virou cineasta, o franco-argelino Leboufa mexe com as expectativas da plateia com um filme sobre mudança de gênero que tem sido comparado com os melhores momentos de Pedro Almodóvar.

Moscas Noturnas (2016),

de Geroge Tiller, Áustria e Suécia.

O tema da imigração tem sido argumentos de alguns filmes importantes do cinema atual, porém poucas vezes o assunto foi tratado com tanta coragem quanto no longa do diretor austríaco. A narrativa olha a questão por diversos pontos de vista, alguns desconfortáveis, para mostrar que a imigração é talvez o principal dilema mundial.

Boudu Salvo das Águas (1932),

de Jean Renoir, França. 

Um mendigo vagabundo se joga no rio Sena, mas é salvo por um livreiro que lhe dá abrigo em sua casa. O hóspede, o Boudu, se torna um intruso perigoso que abala a estrutura da família e tenta seduzir todas as mulheres da casa. Comédia perversa do “cineasta maldito” que parece não ter envelhecido apesar de seus 85 anos.

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