Cinema

Em Curitiba: 8 filmes para não perder no Festival Varilux de Cinema Francês 2017

·5 min de leitura·Sandro Moser
Em Curitiba: 8 filmes para não perder no Festival Varilux de Cinema Francês 2017

Os filmes do Festival Varilux de Cinema Francês começam a ser exibidos em Curitiba nesta quinta-feira (15). O evento traz algumas das mais importantes produções da recente cinematografia francesa, além de um clássico da comédia musical, “Duas Garotas Românticas”, de 1967.

A maratona é composta por 19 produções inéditas nos cinemas brasileiros e traz desde comédias com a típica irreverência à francesa a dramas densos sobre temas como luto e separação. O Guia Gazeta do Povo preparou uma lista de oito filmes para não perder no festival do cinema francês:  

*** O repórter viajou a convite do Festival Varilux.***

O Filho Uruguaio

Uma mãe francesa (Isabelle Carré) consegue encontrar o filho que não vê há quatro anos, após ser sequestrado pelo ex-marido. O menino está numa pequena cidade do Uruguai. Com a ajuda de um assistente social francês (vivido pelo astro da comédia francesa Ramzy Bedia, em um raro papel dramático), ela planeja sequestrá-lo de volta, porém, ao se deparar com a vida que o menino leva, ela precisa rever os planos.

Ao tratar de temas difíceis (a maternidade e a separação) sem recorrer a clichês ou maneirismos, o diretor Olivier Peyon cria um filme quase documental (inspirado em uma história real) que tem a paisagem do interior da América Latina como cenário.

O Reencontro

O embate entre duas grandes mulheres (e duas grandes atrizes, pela primeira vez trabalhando juntas) são a pedra de toque deste filme sensível e divertido.  

Claire (Catherine Frot) é uma parteira em uma pequena cidade francesa. Mas vê sua vida virada de cabeça para baixo por conta do retorno de Beatrice (Catherine Deneuve), a extravagante ex-mulher de seu falecido pai.

Frot (estrela de “Marguerite”, de 2015) e a grande Deneuve travam um confronto que leva a uma dupla e otimista transformação. O filme estreou no Festival de Berlim este ano.

Rock n’ Roll – Por trás da Fama

A melhor comédia da seleção do Festival. Conta a história de um ator da faixa dos 40 anos que vive da fama que conquistou na juventude. Durante uma filmagem, uma linda e jovem atriz diz a ele que ele não é mais “rock n’roll”: cafona e decadente, não está mais na lista de homens desejados pelas mulheres no século 21.

O ator Guillaume Canet vive o papel com seu próprio nome e se dedica a tentar reencontrar o rock perdido na juventude. O filme, hilário em muitos momentos, é uma comédia à francesa, com mensagem final corajosa contra o culto da juventude.

O Documentário: Amanhã

Como evitar o fim do mundo? O documentário que bateu recorde de público na França (mais de um milhão de espectadores) e venceu o Cesar de melhor documentário francês de 2016 tenta responder esta pergunta.

Após a publicação de um estudo que anunciava o possível desaparecimento de parte da humanidade até 2100, os cineastas Cyril Dion e Mélanie Laurent partiram para uma viagem a dez países para entender o que poderia provocar uma catástrofe global, e principalmente uma maneira de evitá-la.

Durante a viagem, conhecem pessoas (agricultores, economistas, professores…) que estão fazendo as suas partes.

Duas Garotas Românticas

Imperdível exibição deste musical clássico que está completando cinquenta anos. A começar pela trilha sonora de Michel Legrand com letras do diretor Jacques Demy (que concorreu ao Oscar em 1969).

O texto do filme é todo rimado e todos os movimentos são coreografados como dança. As duas garotas românticas do título brasileiro, (no original em francês “Les demoiselles de Rochefort”) as gêmeas Delphine e Solange Garnier, interpretadas pelas irmãs Catherine Deneuve e Françoise Dorleac, na primeira e única vez que elas contracenaram em um filme importante.

Moda e comportamento da década de 1960. Música e a Paris do verão do amor iluminada com o nunca se viu. Tudo está neste grande filme de Demy, que não passa numa tela grande de cinema brasileiro há muitas décadas.

Perdidos em Paris

A dupla de humoristas Fiona Gordon e Dominique Abel (ela, canadense e ele belga), atua junta em circos, ruas, no teatro e no cinema desde 1977. Nesta mais recente colaboração, Fiona é uma bibliotecária atrapalhada que recebe uma carta de uma tia idosa que vive em Paris e escreve que corre risco de despejo.

Ela viaja à cidade-luz para salvá-la (Emanuelle Riva, estrela de Hiroshima Mon-Amour (1959) e Amor (2012) em seu último papel antes de falecer, em janeiro). Sozinha em Paris, conhece o mendigo vivido por Dominique e eles passam a procurar a tia perdida.

O filme é um pequeno conto de amor tragicômico em uma Paris lindamente fotografada. O humor da dupla é, ao mesmo tempo, físico e inteligente; burlesco e sofisticado e remete ao cinema de Jaques Tati e dos grandes humoristas do cinema-mudo, como Buster Keaton.

Frantz

Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial, a jovem viúva Anna amarga seu luto visitando diariamente o túmulo de seu noivo Frantz, morto em batalha no front francês.

Um dia, ela vê um jovem também deixar flores no túmulo e, ao falar com ele, descobre que é um soldado francês que conheceu seu marido.

A presença do forasteiro logo após a derrota alemã confunde o luto de Anna e toda a pequena cidade. Dirigido por Fronçois Ozon, autor de filmes como 8 Mulheres e A Piscina, foi o filme mais elogiado do cinema francês em 2016. Integrou a Seleção Oficial dos festivais de Veneza, Sundance e Toronto. O roteiro é baseado no clássico pacifista Não Matarás (1932) de Ernst Lubitsch.

Tour de France

O filme une na tela dois astros improváveis. O veterano e consagrado ator Gerad Depardieu e o jovem astro do rap francês Sadek. Na tela, Sadek é um jovem rapper que é jurado de morte por uma gangue.

Para dar um tempo, ele embarca em uma viagem improvável com o pai de seu produtor por todos os portos da França seguindo os passos do pintor Joseph Vernet.

O choque de gerações nesta viagem improvável por uma França desconhecida é o destaque desse filme, além da grande atuação da dupla de protagonistas.

 

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