Um festival para discutir a cidade: confira a programação completa do Subtropikal

Artistas e público de Curitiba têm agenda cheia a partir deste sábado (7). A 3ª edição do Festival Subtropikal começou neste último final de semana e vai até 15 de julho com workshops, feira de impressos, painéis e circuito de debates. A proposta do evento é unir, em um mesmo espaço, diferentes produções artísticas da cidade e trazer nomes consagrados de várias localidades do país. Este ano, o local que abriga o festival é o Palacete Zacarias de Paula Xavier, prédio histórico da capital.
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Para esta edição a ideia da curadoria foi trazer menos atrações, mas focar em nomes que são considerados pela organização como imperdíveis. É o que garante a curadora do evento, Bruna Calegari. “Estamos com profissionais fantásticos na agenda deste ano, tanto nos workshops, quanto na programação da festa de encerramento. São artistas com formatos menos tradicionais de performances, como o Teto Preto, que tem uma proposta visual artística provocativa”, exemplifica Bruna.
Bruna ainda explica que reunir todas as atividades em um mesmo espaço é parte da proposta. “É muito difícil fazer o festival, pois Curitiba não tem público para várias atividades em lugares diferentes. Juntar tantos criativos em um mesmo espaço promove um choque cultural, mostra para a cidade que há muita gente boa fazendo um trabalho incrível que, muitas vezes, as pessoas não conhecem. O objetivo é unir esses vários movimentos”, define.
Para a curadora, o festival é um marco na agenda da cidade e que, daqui a dez anos, ele estará no seu formato ideal. “Não fazemos o Subtropikal só com o intuito de ganhar dinheiro, mas para aprimorar a conexão que fazemos lá dentro. Esse valor é imensurável para a economia criativa da cidade”, orgulha-se Bruna. Para ela, o festival revela sua verdadeira função quando proporciona, por exemplo, o encontro de dois fotógrafos de áreas diferentes que debatem informações sobre lentes e iluminação, como aconteceu na última edição. “O valor está na troca de conhecimento que pessoas da cidade percebem nos profissionais e em movimentos que acontecem por aqui mesmo”, destaca.
Bruna orgulha-se do espaço que receberá as atrações, mas confessa que a burocracia foi o principal entrave para que o contrato fosse fechado. Ela conta que demorou muito para encontrar um lugar ideal para a edição desse ano, principalmente porque as esferas do governo não conversam. “Foi um ano inteiro para fechar o espaço, mas estamos muito contentes com a escolha, pois o Palacete já foi até sede da prefeitura”, explica Bruna que reforça que a ideia da organização é explorar a cada ano um espaço diferente.
Workshops
Nesta edição do festival serão ofertados seis workshops com especialistas de diferentes áreas da criatividade. O fotógrafo profissional Daniel Castellano será responsável pela oficina “Olhar e Técnica Fotográficas” para quem deseja aprimorar seus conhecimentos fotográficos. O “Laboratório de Criativos: isto não é um bazar” é destinado a quem tem uma marca de design autoral com menos de dois anos e quer ser um gestor eficiente do seu produto. Será ministrado pela designer e professora Ana Penso. A oficina de “Coolhunting + Sáfari Urbano”, da especialista em pesquisa de mercado e análise de tendências, Andrea Greca, é recomendada para quem quer treinar o olhar e detectar movimentos e mentalidades emergentes que impactam a sociedade e geram oportunidades de inovação.
Para os amantes de música, o Subtropikal traz três oficinas. “Som do futuro passado” é ministrada pelo jornalista especializado em cultura contemporânea e DJ, Camilo Rocha. O workshop é um passeio por quase um século da música eletrônica, incluindo discussões sobre seus principais criadores, gêneros e inovações, além da relação com a sociedade e cultura de cada época. A oficina “Inovação a partir das raízes da música”, do músico sul-africano Esa Williams, é voltada para aqueles que querem se conectar com a música do passado para compreender a cultura do presente. O processo criativo e a construção de um live act (construção da música pelo DJ) como uma forma de ampliação da expressão musical será discutida na oficina do L_cio (Laercio Schwantes Iorio), um dos produtores de música eletrônica mais elogiados do Brasil.
Festa de encerramento
Para encerrar a terceira edição do Subtropikal, a organização promove uma festa com a presença de importantes nomes do rap do cenário nacional. Sobem ao palco da Usina 5, no dia 14 de julho, figuras de destaque como Flora Matos, Rael, Rico Dalasam e DowRaiz. Ainda no line up, performance do paulistano Teto Preto e os DJs RHR, Cauana Stival, Dani Souto, Bila e o sul-africano Esa. Os ingressos custam a partir de 45 reais.
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