Maior reunião de 'bandas de uma pessoa só' do Brasil será realizada em Antonina

Uma garota ou um cara com seu instrumento e apetrechos que cabem numa mala. Prontos para viajar para qualquer lugar e fazer mais e melhor barulho do que bandas numerosas como times de futebol. Que artista é mais independente do que uma monobanda?
No feriado da independência, nos dias 7 e 8 de setembro, 12 monobandas se apresentam no Festival de Monobandas de Antonina. São dez one man bands de diversos estados do brasil e duas internacionais: Dead Elvis (da Holanda) e Amazing One Man Band (do Uruguai).
Segundo músico Klaus Koti, o músico mais conhecido como O Lendário Chucrobilly Man, um dos organizadores do evento, o festival é o primeiro grande encontro de one man bands do Brasil. E todas as apresentações são gratuitas.
“Nunca houve um evento deste porte. No máximo umas cinco ou seis monobandas numa mesma noite. O cenário da cidade histórica e acolhedora vai ajudar as pessoas a entrarem no clima do festival”, disse. Um dos mais célebres artistas deste segmento, o show do Lendário Chucrobilly Man, na sexta (7) será um dos destaques da programação.
Veja a programação completa do Festival de Monobandas de Antonina:
Dia 7 de setembro (Palco Travessa do Marinho – Casa Verde):
17h40 – Zufällig Musik (PR)
19h – Lucian Satan (PR)
20h20 – O Lendário Chucrobillyman (SP)
21h30 – Davi Henn (PR)
22h00 – DJ Lok – discotecagem em vinil 7 polegadas
Dia 8 de setembro (Palco Ponta da Pita):
14h – Flores Feias (PR)
15h10 – Monobird (SC)
16h20 – D.Selvagi (SP)
17h30 – Chuck Violence (SC)
18h40 – Fabulous Go-go Boy from Alabama (SP)
19h50 – Amazing One Man Band (Uruguai)
21h – Bloody Mary Una Chica Band (SP)
22h – Dead Elvis and His One Man Grave (Holanda)
Chucrobilly já viajou diversas vezes para a Europa e Estados Unidos e conta que todo seu equipamento precisa pesar no máximo 20 quilos, peso de bagagem padrão das viagens internacionais. Segundo ele, a primeira e evidente vantagem de uma monobanda é a possibilidade de ir e vir. “Você tem mais liberdade de viajar. No underground, a coisa mais difícil é conseguir pagar a passagem para uma banda completa”, explica.
Koti observa que, apensar da limitação anatômica comum (cabeça, troco e membros), as monobandas costumam ser muito diferentes entre si. “O formato é sempre mesmo: alguém tocando sozinho. O lance de monobanda não envolve estilo ou gênero. Cada um tem um jeito, uma pira. Inventa seu próprio som e os instrumentos. Tem a ver com linguagem o tipo de som que gosta de fazer”.
Veja clipes de algumas monobandas que estarão em Antonina:
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