Diplomata que salvou 5 mil judeus da morte é tema de exposição na Biblioteca Pública

Se você se emocionou com o filme “A Lista de Schindler”, vencedor do Oscar do melhor filme em 1993, precisa conhecer a vida do diplomata espanhol Angel Sanz Briz (1910-1980). Sanz Briz era um sefardita – nome dado aos judeus nascidos na península ibérica – e servia como agente diplomático na Hungria durante a 2.ª Guerra Mundial, em 1944, quando proporcionou passaportes espanhóis a judeus perseguidos pelos nazistas.
Segundo alguns historiadores, o diplomata teria conseguido resgatar cerca de 5 mil judeus. Desde então, ficou conhecido como “O Anjo de Budapeste”. Em 1955, Israel atribuiu a Sanz Briz o título de “Justo entre as Nações”.
Este é exatamente o título da exposição que a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) e o Instituto Cervantes de Curitiba abrem nesta quinta-feira (1.º de junho), às 18h30, no hall do segundo andar da BPP, com entrada gratuita.
A exposição apresenta livros de vários autores de origem sefardita, além de obras sobre a vida de Briz, incluindo a exibição de dois filmes sobre ele.
Nos dias 2, 5 e 6 de junho, no auditório da BPP serão exibidos longa “El ángel de Budapest”, de Luis Oliveros, e o documentário “La encrucijada de Ángel Sanz Briz”, de José Alejandro González Baztán. As exibições acontecem em sequência a partir das 14h.
No Brasil, há 40 mil sefarditas
Os judeus sefarditas são originários da Península Ibérica, ou seja, Portugal e Espanha. Estima-se que há 3,5 milhões de judeus sefarditas no mundo, em Israel, França, EUA, Turquia, México, Argentina e Chile. Segundo estimativa da Federação Israelita de São Paulo, o Brasil tem mais de 40 mil sefarditas, do total da comunidade judaica no país, de 107 mil pessoas.
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