Esperando Bojangles, sensação do Festival Varilux 2022, estreia quinta

Lançamento da Califórnia Filmes estreia em 27 de outubro
Dois dos nomes mais queridos do cinema francês atual, Romain Duris (“Uma nova amiga”) e Virginie Efira (“Benedetta”), protagonizam o drama ESPERANDO BOJANGLES, inspirado no premiado romance de Olivier Bourdeaut. A direção é de Régis Roinsard (“Os tradutores”, “A datilógrafa”). No Brasil, o filme será lançado pela Califórnia Filmes, em 27 de outubro.
Mr. Bojangles
Antes de mais nada, é importante entender que ao longo deste texto você irá se deparar com a música Mr.Bojangles, com o livro Esperando Mr. Bojangles e, razão desta matéria, o filme Esperando Mr. Bojangles.
Tanto o livre quanto sua adaptação cinematográfica se referem a canção Mr.Bojangles, composta por Jerry Jeff Walker, gravada pela primeira vez em 1968 e posteriormente cantada por nomes como Bob Dylan, Nina Simone, Harry Belafonte, Sammy Davis Junior e tantos outros. É aquele tipo de música que covers famosos gostam de cantar e a plateia delira. Aqui, a versão com Nina Simone – já que no livro “Esperando Mr. Bojangles – os pais do menino Gary dançam ao som da música na voz de Nina Simone.
A música
Primeiramente, o que dá origem a tudo: a música. A canção fala sobre um homem de idade, preso, que segue tentando viver após a morte de seu cachorro. No filme – que se tornou a marca do Festival Varilux 2022, Esperando Bojangles, a canção não somente está presente na trilha de maneira recorrente, como serve para aludir a personalidade de sua protagonista, Camille, vivida por Virginie Efira.
O livro “Esperando Mr. Bojangles”
Lançado em janeiro de 2016 pelo escritor contemporâneo francês Olivier Bourdeaut, o livro, apesar de ter recebido vários prêmios, é o primeiro romance (publicado) do autor.
Trama
O menino Gary (Solan Machado Graner) vive com seu pai, Georges (Romain Duris), a mãe, Camille (Virginie Efira), e um pássaro exótico num apartamento em Paris. Todas as noites, o casal dança sua música favorita, Mr Bojangle, e a família vive feliz. Até que Camille, uma mulher linda e hipnotizante, mergulha em sua própria loucura.

“Meus amigos me falavam para ler o livro. ‘Foi feito para você adaptar, é a sua cara’, diziam. O romance tinha acabado de sair, ganhado vários prêmios, só críticas positivas, e estava vendendo muito. Tinha certeza de que vários produtores já estavam querendo comprar os direitos. Então resolvi não ler”, conta o diretor Régis Roinsard se divertindo.
Ele explica que as pessoas continuavam insistindo para ele ler, até que sua esposa leu e deu um ultimato: “Se você não fizer esse filme, eu me separo de você.” Quando finalmente o leu, percebeu que o romance levantava várias questões sobre amor. “Até onde podemos ir em nome da pessoa que amamos?”
Virginie Efira, a Camille
A atriz e apresentadora de tv belga de 45 anos, Virginie Efira já recebeu um Prêmio César de Melhor Atriz por sua atuação em Victoria, 2016. Para Bojangles, Virginie conta que só foi ler o livro, também, depois de convidada pelo diretor para estrelar o filme.
“Eu quis ler antes de ler o roteiro, é sempre interessante ter todos os pontos de vista numa adaptação, começando pelo autor. No filme, não olhamos as coisas pelos olhos do menino, que idealiza a mundo, mas podemos ver o que está realmente acontecendo com aquela família.”
Como referência para a personagem, a atriz conta que pensou em Gena Rowlands. “Eu também pensei que não é Camille quem enlouquece, mas as outras pessoas. Eu tive muitas ideias sobre ela. Uma coisa que é legal quando você trabalha com um diretor pela primeira vez é o confronto de opiniões. Eu chegava repleta de fotos, ideias e propostas, e ele me mostrava outro caminho. Ou, em outras vezes, concordava comigo.”
Romain Duris, o pai
Já Romain se identificou bastante com seu personagem, Georges. “Ele é uma figura familiar: alegrias e dramas estão misturados em sua vida, como acontece com todo mundo, e ele tenta lidar com isso. Eu sou um pouco assim. Seja lá o que acontece comigo, sempre procuro a leveza.”
Um dos elementos centrais do filme é a dança – o casal dança todas as noites. E Romain explica que dançar parece estar no seu DNA. “Minha mãe dançava profissionalmente, e isso vem comigo. A dança é uma arte que me fascina, e pela qual tenho muito respeito.”

Assista ao trailer abaixo:
A equipe artística de ESPERANDO BOJANGLES ainda inclui o diretor de fotografia Guillaume Schiffman (“O Artista”), a desenhista de produção Sylvie Olivé (“O novíssimo testamento”), e os compositores Clare Manchon e Olivier Manchon (“O peso do talento”). O roteiro é assinado pelo diretor e Romain Compingt (“150 miligramas”)
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