Dieta: a culpa não é do seu metabolismo

O que te impede de iniciar uma dieta e levar uma vida saudável? Tempo? Valor dos ingredientes? Ou melhor, qual tem sido sua desculpa mais usada? Às vezes, é apenas desconhecimento. Para discutir esse tema, temos duas notícias clássicas: a boa e a ruim. Começamos com a ruim, relacionadas às desculpas (a propósito, quando falamos dieta, nos referimos a estilo de vida)
“Eu tenho tendência a engordar”
Antes de mais nada, reflita: você já usou essa frase? Se sim, tudo bem. Afinal, você não está sozinho. “Tendência a engordar” é a desculpa preferida de 9 entre 10 pessoas com sobrepeso. A vilã, nesse equivocado consenso, é a glândula tireóide. Entretanto, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo explica esclarece:
“Em relação a problemas de hipotireoidismo, a disfunção não engorda. O que engorda é a comida. O hipotireoidismo pode ajudar a aumentar o peso porque o paciente gasta menos energia. Mas, se balancear a ingestão de alimentos, a tendência é não ganhar peso ou a alteração ser irrelevante.” Por isso, os médicos afirmam que não se deve associar o hipotireoidismo à obesidade. Leia o artigo da SBEM nesse link.
“Depois dos 30 o metabolismo é mais lento”
A segunda desculpa mais ouvida para burlar a temida dieta é essa: depois de tal idade, o metabolismo – diretamente relacionado à tireóide (de novo!) fica mais lento. A novidade é: só que não!
Herman Pontzer, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, é o principal autor de uma pesquisa* revolucionária publicada pela Revista Science: 6.400 pessoas de 29 países foram monitoradas, incluindo recém-nascidos de 8 dias a idosos de 95 anos. O resultado mostrou que, ao contrário do que se imaginava, o metabolismo em adultos mantém-se praticamente estável no decorrer de sua vida e, somente após os 60 anos, ocorre um declínio de 0,7% ao ano.
*Pontzer H, Yamada Y, Sagayama H, Ainslie PN, Andersen LF, Anderson LJ, et al. Gasto diário de energia ao longo da vida humana. Ciensce. 13 de agosto de 2021; 373 (6556): 808–12.
Dos 20 aos 60 anos, o metabolismo é praticamente o mesmo

Epidemia de obesidade
Embora revelador, o estudo apenas endossa o que já é sabido entre médicos e nutricionistas: a genética é responsável por até 25% do peso de uma pessoa. Em outras palavras, 75% podem ser controlados por uma boa alimentação e exercícios.
O Professor Emérito de Nutrição e Dietética Tom Sanders, do King’s College London, no Reino Unido, diz:
“Essas descobertas podem sustentar a ideia de que a epidemia de obesidade é resultado do excesso de ingestão de energia alimentar, e não por um declínio no gasto de energia.”
E a #Bodypositive?
Em meio a isso tudo, você deve estar se perguntando: e a #bodypositive, como fica? Bem, esse é outro ponto da questão.
Até às 21h40 do dia 09/09/2021, a contagem dessa hashtag – apenas no instagram – somava 16.838.974 marcações. Psicologicamente, o incentivo à prática de uma relação saudável com seu corpo impacta a autoestima e, a consequência imaginada reflete-se num profissional mais realizado e um ser humano mais feliz, livre de julgamentos.
Porém, profissionais da área da saúde discutem a medida desse empoderamento – uma vez que só é válido se a saúde do indivíduo estiver ok. Isso significa acuidade em relação aos níveis laboratoriais de exames de sangue e, da mesma forma, avaliação sobre fatores como mobilidade e sobrecarga de articulações.
Enfim, a boa notícia: seu corpo, suas regras
A conclusão desse estudo é: chega de desculpas, você tem mais responsabilidade sobre si mesmo do que imagina. Até mesmo após os 60 anos, o declínio no metabolismo é menor do que se imaginava.
Essa informação deve ser usada a seu favor, já que, mais do que nunca, está provado que a maior parte das doenças da vida adulta não é destino, é opção. A inclusão de exercícios físicos e mudança de hábitos alimentares devem começar hoje mesmo com os recursos que as pessoas dispõem, por exemplo:
- Caminhadas leves de 20 a 30 minutos diários favorecem a sua saúde cardiovascular e melhoram funções básicas como atenção, memória e o processamento da informação;
- Aumentar a ingestão de água para 2 litros ao dia;
- Em relação à alimentação, evitar a ingestão de embutidos e industrializados, além de frituras e açúcares.
Pequenas mudanças que trarão grande benefício em sua vida. À medida que esses novos hábitos passarem a fazer parte da rotina, considere incluir exercícios de força, como musculação, em seu dia a dia.
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Como o Clube pode te ajudar
O Clube tem parceiros na área de saúde e alimentação que oferecem combos e descontos para você iniciar sua mudança de forma prática e econômica. Um deles é a Kük, uma empresa curitibana de comida saudável com opções para quem tem restrição à lactose e glúten, vegetarianos e para quem segue uma linha de alimentação low carb.
O diferencial da Kük é a garantia do sabor – já que a maior parte das pessoas acreditam que refeições congeladas não têm gosto. Para isso, a Kük utiliza um processo de ultracongelamento à vácuo e tem no comando da cozinha o chef Douglas Yamagami, formado na Le Cordon Bleu de Tóquio.

Além disso, o cardápio é variado, não se restringindo apenas aos pratos (que são deliciosos), mas também aos snacks doces e salgados, sopas e cremes e sucos e chás.

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