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Depois de oito anos, Curitiba terá nova edição do Festival de Circo

·3 min de leitura·Da redação, colaborou Matheus Nascimento
Depois de oito anos, Curitiba terá nova edição do Festival de Circo

Entre 2007 e 2009, todos os anos, Curitiba teve um festival de circo. Depois, veio um longo hiato, que começa a ser quebrado na próxima quarta (20), com a abertura da 4ª edição do Festival Curitibano de Circo. Com programação até o dia 24, o evento se divide entre o Memorial de Curitiba e a Casa Hoffman, e terá apresentações de teatro circense, exibições de documentários e, como não poderiam faltar, oficinas variadas, dos malabares à palhaçaria.

O longo espaço de tempo entre a terceira e a quarta edições foi uma questão de foco em outros projetos da TripCirco, que organiza o evento, como explica Camila Cequinel, uma das produtoras e também atriz em O Retorno dos Piratas, história em que um grupo de piratas tem o tesouro roubado e descobre que quem subtraiu o baú de seu navio está na plateia. A ideia é interagir com o público o máximo possível.

“Participamos de festivais no interior [do estado], e os grupos perguntavam do nosso, aqui de Curitiba. Voltamos a partir desse pedido deles”, explica Camila. Em quase uma década, muita coisa mudou na cena circense de Curitiba. A consolidação de várias escolas de circo, como a própria TripCirco, promotora do festival, levou um grande público às aulas. E Camila conta que elas deixaram de ser mero entretenimento. “A maior faixa etária [dos alunos] é dos 16 aos 40 anos, e essas pessoas fazem circo como atividade física. Além do exercício, existe uma convivência, diferente da academia, em que as pessoas não se conhecem”, diz ela.

Programação variada

Nem só de oficinas viverá o festival: os espetáculos acontecerão praticamente todos os dias. Eles não são todos explicitamente circenses, mas carregam tintas que remetem à ficção e à interpretação nascidas debaixo da lona. “Mesmo sem o nariz a gente leva a palhaçaria na atuação”, comenta Camila Cequinel, que vive a Palhaça Baratinha no circo, mas que em O Retorno dos Piratas interpreta a pirata capitã do navio. Todas as peças terão, de alguma forma, relação com a arte de circo. As companhias responsáveis por elas vêm de vários estados além do Paraná, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Além dos palcos do Memorial e da Casa Hoffman, os espetáculos também ganharão as ruas do Centro de Curitiba, escolhido para ser o ponto focal do festival todo pela facilidade em se atingir milhares de pessoas com a programação. E Camila diz que as peças que estarão a céu aberto prestam papel fundamental nessa retenção de mais pessoas do que as casas de espetáculo poderiam comportar. “Eles são diferentes no formato, na linguagem. Foram concebidos para encenação na rua”, conta.

Fazendo às vezes de bilheteria estará o chapéu, ou seja, cada espectador paga o quanto puder e achar que as encenações merecem receber. Nas oficinas os valores serão fixos, variando dos R$ 20 aos R$ 200.

O festival terá também a exibição de documentários com a temática de circo. O cardápio do que estará em cartaz foi formado com a mistura de filmes do catálogo da Cinemateca de Curitiba com outros, cedidos por produtoras à organização.

Veja abaixo a programação completa do festival:

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