Museus

Museu da Justiça do Paraná tem documentos de compra e venda de escravos no estado

·2 min de leitura·Giovanna Tortato, especial para a Gazeta do Povo.
Museu da Justiça do Paraná tem documentos de compra e venda de escravos no estado

Em tempos em que o judiciário está sendo tão debatido nas manchetes e na boca do povo, os mais curiosos sobre o tema podem gostar de conhecer o Museu da Justiça. A exposição permanente, que antes ficava em um prédio anexo ao Palácio da Justiça, agora está localizada no mezanino dentro do prédio principal.

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Alguns dos pontos altos da exposição são as fotografias da Guerra do Contestado, o mobiliário do primeiro Tribunal do Júri e do gabinete dos presidentes do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) do século passado e até mesmo a primeira máquina de escrever usada na secretaria do tribunal, datada de 1915.

No entanto, o grande atrativo do espaço são os documentos históricos e processos antigos catalogados. São cerca de 9 mil processos históricos, datados do final do século XVIII ao início do século XX. O extenso acervo documental possui desde recibos de compra e venda de escravos até documentos oficiais originais assinados por Ruy Barbosa.

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Para facilitar o acesso da população e proteger todas essas peças históricas, foi criado em 2010 o Museu Virtual da Justiça, que disponibiliza o catálogo de processos históricos dos séculos XVIII, XIX e início do XX digitalmente. Além dos documentos, estão lá os quadros de artistas paranaenses consagrados, esculturas, mobiliário, objetos, fotografias, documentos e processos históricos relacionados à história do Poder Judiciário do Paraná e de seus juízes e desembargadores.

Décadas de história

O Museu da Justiça foi criado em 1974 por iniciativa do Desembargador Edmundo Mercer Junior, na época Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Foi o primeiro museu judiciário do Brasil, e a criação envolveu conhecidos historiadores paranaenses, como David Carneiro. Atualmente a Divisão do Museu da Justiça faz parte do Centro de Documentação (CEDOC) e agrega um acervo variado de bens com valor histórico e cultural, como documentos, fotografias, quadros, esculturas, mobiliário e outros objetos que contribuem para preservar a memória do Poder Judiciário paranaense.

Serviço

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