Tiradentes e o cérebro digital

Acredite se quiser: “como morreu Tiradentes” é uma das questões mais pesquisadas no Google Brasil nesse dia 21 de abril, assim como o motivo do seu enforcamento e outras perguntas afins. Apesar de parecer piada, é verdade. E a culpa pode ser do cérebro digital.
E o que isso quer dizer?
Isso indica muitas coisas. Em primeiro lugar, a de que há algo estranho associado à cultura geral das pessoas. Afinal, como um assunto comentando e relembrado anualmente e tema de ensino básico possa ter sua causa ignorada?
Em segundo lugar, demonstra que o brasileiro não esquece quando tem um feriado, mas desconhece a razão dessas brechas no cotidiano.
Cérebro eletrônico
De acordo com o neurocientista luso-brasileiro Fabiano de Abreu, pesquisador e profícuo autor de diversos livros sobre o cérebro, cérebro digital e aprendizagem, entre outros, muitas funções cerebrais importantes têm sido terceirizadas para o que podemos chamar de “nosso” cérebro digital. A internet facilitou o trabalho que antes cabia apenas ao indíviduo. Em outras palavras, se antes aprendíamos através de esquemas, resumos e até mesmo na feitura de “colas” para provas, atualmente basta uma consulta rápida ao Google.
“A Internet simplificou a busca pela informação; é como se não mais precisássemos mastigar e apenas engolir. O que aconteceria com os dentes? Cairiam todos. É como o cérebro que não precisa pensar e, no fim, acaba por ‘atrofiar’”, defende Abreu.
Xô, preguiça
O neurocientista Fabiano de Abreu também alerta para o sentimento generalizado de indolência: “Estamos preguiçosos, pois não queremos pensar mais, já que a Internet nos viciou na busca por informação. Acabamos lendo o conteúdo pelo título e interpretamos como queremos, sem procurar aprofundar a base do conhecimento sobre o assunto. Isso nos torna donos da razão sem nenhuma razão”, alerta.
Lição de casa: programe-se para aprender. Sempre.
A conclusão, enfim, é a de que a evolução intelectual deve continuar sua trilha através do estudo. Não há cérebro digital melhor que o humano. A internet e os facilitadores digitais devem ser incorporados às ferramentas habituais de ensino, mas não serem usados como substitutos da inteligência humana.
O que estudar e onde
A essa altura você pode estar inclinado a estudar novamente, mas aí vem aquela dúvida: o que estudar, quando, onde e será que cabe no meu orçamento? O estudo, assim como uma aplicação financeira, deve ser visto como investimento.
Como tal, o retorno virá a curto, médio ou longo prazo. A diferença entre as aplicações em títulos do mercado financeiro e o investimento em estudo é a de que o retorno, no caso do aprendizado, é garantido. Seja através de um upgrade na carreira ou a descoberta de uma nova profissão, é certa a melhora de saúde mental, cognitiva e social de quem adquire instrução. Pessoas com maior nível de escolaridade têm uma compreensão melhor acerca do mundo.
Porém, se você está em dúvida do que estudar, o Clube selecionou alguns parceiros que oferecem cursos interessantes e descontos para quem é assinante. Confira:
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