Com direção do Homem-Aranha da XV, peça fala sobre o fim do mundo

Quem só o conhece como o Homem-Aranha da rua XV, personagem do folclore urbano curitibano, desconhece a verdadeira identidade do ator e diretor Jota Eme. Com 32 anos de carreira teatral, Jota Eme vai estreiar seu 55º espetáculo, a peça Nada de Novo Debaixo do Sol, nos dias 24 e 25, às 21h, e 26, às 19h, no Auditório Glauco Flores de Sá Brito – Miniauditório do Teatro Guaíra.
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O texto inédito é do escritor Ewaldo Schleder e foi inspirado no ataque às Torres Gêmeas de Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001. O título remete ao livro bíblico do Eclesiastes que traz a trágica premissa de que tudo é como sempre foi e "se algo mudar, será para pior".
A peça foi apresentada pela primeira vez há dez anos. Na versão que será montada, o autor a reescreveu ao dar uma visão atual sobre o acontecimento que inaugurou o século XXI. Segundo o diretor, o texto fala da amplitude histórica e da simbologia do ataque às torres por meio de metáforas. “É a tragédia traduzida em poesia”.
Jota Eme divide o palco com a artista plástica Ananda Kuhn e o ator e músico Glauco Caruso, do filme Tim Maia e ex-baterista de bandas como Escambau e Jupiter Maçã. “A gente entrou de cabeça no projeto e está sendo uma loucura maravilhosa. Estamos criando juntos toda a concepção”, disse Ananda.
Caruso destaca a qualidade e atualidade do texto. “Estar no palco é uma coisa excitante. O texto é maravilhoso. Fala sobre como as pessoas olham para o trabalho como se fosse um Deus e esquecem da sua espiritualidade e sobre o mau uso das tecnologias”.
A montagem usa elementos audiovisuais e tem na trilha sonora temas clássicos como Music for the Funeral of Queen Mary, de Henry Purcell e a canção Apocalipse Para um Deus Bêbado da banda Escambau.
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