7 lugares em Curitiba para os apaixonados por motocicletas

Dá para ver de longe. A placa erguida a uns 15 metros de altura indica: ali é espaço para fãs de motocicleta. E, de fato, de quinta a domingo, o lugar está apinhado de motociclistas e roqueiros. Um pessoal que roda a cidade busca de música, comida e bebida, e um bom bate-papo com os amigos e familiares. Nos fins de semana, não é raro a fila se estender para fora do bar, com algumas dezenas de frequentadores esperando seu metro quadrado na casa de espantosos 1,3 mil lugares de capacidade – parece pouco nos dias de maior movimento. Nesses dias, sentar no balcaozão bem americano, que contorna o bar, é um luxo. Poderia ser uma crônica sobre Sturgis, cidadezinha norte-americana que é a Meca dos fãs de Harleys, Tryumphs, Indians, Hondas e afins. Mas isso é Linha Verde, Curitiba.
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O Claymore Highway, no Pinheirinho, não é um caso isolado. A pouco mais de 10 quilômetros dali, na outra ponta da Linha Verde, já no Tarumã, o Phoenix American Mex recebe um público bem parecido. Uma guitarra gigante na fachada, feita para ser vista de longe, dá o tom do endereço, inaugurado em 2013: também vem na pegada meio-oeste dos Estados Unidos. São dois exemplos de perfil de estabelecimento que se consolidou em Curitiba. Da mesma forma que a cidade abraçou os bares de rua, como os do complexo Shopping Hauer, ela parece abraçar os bares estradeiros, perfeitos para quem gosta de curtir sua moto, amigos e família embalado por algum clássico do rock na vitrola.
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O mais recente deles abriu há apenas uma semana, aliás. O Circuito Lama, Chope e Brasa ocupa uma área da Usina 5, um antigo complexo industrial que foi revitalizado no Rebouças. Por lá, o motociclista não só curte o local como entra em ação. Pode percorrer uma dirty track – uma pista de terra para derrapagens –, enquanto seus acompanhantes assistem bebendo um chope e comendo um sanduíche. Quer mais diversão para quem gosta da cultura custom?
É um público fiel e crescente, comenta Patrícia Borin (à frente do Claymore Highway com o marido, Dario). Tanto que a casa, que já surgiu espaçosa, ganhou no último um anexo onde funciona um restaurante. No início, as motos paravam dentro do bar. Mas com a lotação batendo no limite nos fins de semana, a solução foi deixá-las para o lado de fora – mas ainda no terreno, cercado e protegido. O negócio está muito bem engrenado.
“Quem popularizou esse conceito foi o pessoal do Distrito 1340”, aponta Ubirajara Rodrigues, motociclista e dono do Detroit Club, um bar com ares industriais em referência à cidade norte-americana. A casa citada por ele foi inaugurada em 2016, no Campina do Siqueira, e surgiu como um conglomerado de serviços de bar e moto. “Foi uma grande sacada deles, essa do shopping de motos. Eles perceberam que existia um público que pilotava na cidade e não tinha um lugar para deixar a motocicleta lavando, ou estacionada dentro do bar. Na verdade, um lugar para curtir a moto e o espaço”, aponta Rodrigues.
Seu bar, o Detroit, também procura agradar esse público. Nos domingos, por exemplo, recebe cerca de 500 pessoas, motociclistas e entusiastas, para ouvir uma das três bandas que se apresentam, beber cerveja e comer sanduíche de alcatra, uma das especialidades. As máquinas ficam estacionadas ali, logo na entrada.
Apesar de a popularização ser um fenômeno recente, esses bares já davam indícios de que iriam estourar na cidade há alguns anos. O Dobrucki Pub, hoje um bar-balada tradicional, surgiu para um público quase exclusivamente de motoqueiros no início dos anos 2010. Ganhou o respeito sobretudo por ter sido criado por um dos customizadores mais respeitados do país, Celio Dobrucki. Hoje, é tocado por outros empresários e com outro perfil. Ainda no início da década, e também na região do Prado velho, o Motodax (bar construído na frente de uma oficina mecânica) costumava lotar às sextas-feiras com fãs de cafés racers (um modelo de motos retrô, à la anos 50).
Hoje, os bikers têm muito mais opções. E praticamente em todos os cantos da cidade. “Dá para e viver esse clima sem sair dos limites da cidade”, diz o médico Wagner Paulo Fernando, motociclista e frequentador assíduo de algumas dessas casas. “Se há uma cidade no Brasil para os motociclistas, é definitivamente Curitiba”, aposta. Uma versão de verde-e-amarela de Sturgis.
Conheça alguns dos bares estradeiros de Curitiba:
Claymore Highway
Rod. BR-116 (Linha Verde),17.253, Pinheirinho – (41) 3156-3032. Abre de quinta a domingo e o forte são a bebida e os shows musicais. A casa é espaçosa e comporta mais de 1,3 mil pessoas. Nos dias de mais movimento, sextas e sábados, pode haver filas.
Detroit Club
Av. Presidente Arthur da Silva Bernardes, 816, Portão – (41) 3022-1100. Abre de quarta a domingo. É um bar com decoração que remete a área industrial da cidade de Detroit, nos Estados Unidos – conhecida por ser um berço automobilístico. Tem três ambientes: o Bar Lounge, o American Bar e o Bistro Coffee Shop. As motos são estacionadas logo na entrada, o que dá um estilo de garagem à casa.
Distrito 1340
Rua Maj. Heitor Guimarães, 1.130, Seminário – (41) 3049-5701. Abre diariamente. Conhecido como o shopping para fãs de Harley Davidson e rock’n roll, o Distrito 1340 tem estrutura com oficina mecânica, lava motos, barbearia, loja de motos, loja de roupas e acessórios, bar com lounge, tatuador, cervejaria artesanal e palco para shows.
Hacienda Café
Alameda Prudente de Moraes, 1.283, Centro. Abre de terça a sábado. Este é um espaço para comer. As receitas e a decoração são inspiradas no Paraguai. Dispõe de um jardim de inverno para festas e pocket show.
Phoenix American Mex
Rod. BR-116 (Linha Verde), 6.000, Tarumã – (41) 3362-9275. Abre de quinta-feira a sábado. O bar fica ao lado de um estúdio de customização, o Phoenix Studio. Isso, por si só, já garante um pátio repleto de belos carros e motos. Os shows movimentam a sexta e o sábado, mas a cozinha de pratos tex-mex vale destaque.
Rancho Favorito
BR 277 (sentido Ponta Grossa), 2.276, km 2,5, Mossungê – (41) 98812-6710. Abre sextas e sábados. O espaço é estradeiro do início ao fim – já que fica exatamente ás margens de uma rodovia. É para quem curte aproveitar o dia ao ar livre, já que as mesas são montadas no jardim. Reabre no dia 10 de março.
Street 444
Al. Presidente Taunay, 444, Batel. Abre de terça a domingo. É um polo de gastronomia com serviços para motociclistas. Tem estúdio de tatuagem, barbearia e lava-moto. Na área gastronômica, estão operações como a hamburgueria My Way e o bistrô Enjoy Eating Well. Tem também unidade da Bodebrown.
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