Montagem de O Lago dos Cisnes do Balé Guaíra vai fazer chover (literalmente) no palco

A montagem de O Lago dos Cisnes, obra-prima do compositor russo Piotr Tchaikovsky (1840-1893), que estreia dias 27 de junho uma temporada de quatro noites, é um síntese da proposta do corpo do Balé Teatro Guaíra (BTG).
A coreografia de Luiz Fernando Bongionvanni une a mais famosa e importante obra do balé clássico com a linguagem contemporânea que hoje é a linha do BTG. “É uma releitura contemporânea. Baseada no roteiro original, mas com uma linguagem atual que aproxima a história do público”, explica Cíntia Napoli, diretora do BTG. “Este diálogo entre a contemporaneidade e a tradição é a meta do nosso grupo”, diz a ex-bailarina e diretora do BTG há seis anos.
Balé Teatro Guaíra ressurge com montagem de Carmen
Chuva no palco do Guaíra
Na cenografia de Wiliam Pereira, assim como na dança, a estética do palco e dos figurinos não é a do balé clássico. Não há sapatilhas de ponta. O universo criado é mais hi-tech e surreal, como nas histórias em quadrinho e deve surpreender o público.
O auge é a cena final, quando um efeito especial fará chover no palco do Guaíra durante o dramático desfecho do balé. Cintia explica que a parte técnica desta cena ainda estão em estudo, mas que o artifício terá efeito cênico e narrativo. “O conceito é muito interessante. A ideia é que o casal (os protagonistas Odete e Sigfried) dance com argila no corpo e a água na cena final vai retirando esta camada como se fosse o feitiço se desfazendo. É um efeito lindo”.
Bares de Curitiba darão bebidas para cada gol do Brasil
O Lago dos Cisnes, baseado em lendas medievais, é a história do príncipe Siegfried, que descobre seu grande amor pela princesa Odete, aprisionada na forma de um cisne por um feitiço de um mago.
O conflito se dá com gêmea má, Odile, o cisne negro que disputa com a irmã o amor do príncipe. O balé é famoso por exigir o máximo dos bailarinos, algo que o cinema já explorou no filme Cisne Negro, dirigido por Darren Aronofsky em 2010.
Montagem ambiciosa
A montagem do BTG também é muito ambiciosa, com direito a inversões de gênero em papéis fundamentais da peça. “Trabalhar um clássico é a possibilidade de reinvenção de significados, de atualização dos mitos, a oportunidade de trazer para o presente, questões atemporais do indivíduo e do coletivo”, diz o coreógrafo Bongiovani.
“Nosso ‘Lago’ tem protagonistas mais próximos do mundo atual, e mesmo que totalmente fantásticos são, pelas frestas, mais críveis e verossímeis”, conclui.
Curitiba sai mais barata com o Clube
Centenas de parceiros na cidade, do restaurante ao cinema. O desconto é usado direto pelo app.
Assinar o Clube Gazeta



