De saída da Vicente, James faz última festa neste domingo (28)

Neste domingo (28) o James Bar fecha pela última vez as portas do endereço que virou sinônimo de boêmia em Curitiba nas duas últimas décadas. Aberto em 1998, na rua Vicente Machado 894, o James programou festas para celebrar o fim de seu "primeiro ciclo".
Segundo a empresária Ana Raduy, uma das fundadoras do James, a mudança se deve principalmente a um problema de regularização do terreno do imóvel, algo que sempre foi um imbróglio para os sócios. Pensando positivamente, Ana acredita que o novo imóvel, na Alameda Carlos de Carvalho 680, vai permitir o James amplie o perfil de seus eventos. O "novo James" vai abrir no segundo semestre de 2017. “Vamos poder crescer com uma estrutura mais confortável para nosso público. Além disso, a nova casa tem um grande espaço que vai nos permitir fazer festas diurnas, shows, cinema ao ar livre e várias outras ideias em que já estamos trabalhando”, revela. Os problemas de segurança e o “clima pesado” nas madrugadas da Vicente Machado também apressaram a mudança.
Princípio era um bar indie
Anna lembra que quando surgiu o bar era diferente de tudo o que existia em Curitiba. “Em 1998, quando a gente abriu não tinha nada igual. Era um bar totalmente focado na subcultura do rock alternativo”, explica. Do bar de música alternativa à casa noturna libertária que fecha as portas neste domingo (28), o James mudou bastante ao passar dos anos. A única coisa que não mudou e será levada ao novo endereço foi o compromisso com a música. "O pilar sempre foi a música de qualidade. Mesmo quando a gente abriu para o pop, a gente sempre teve o pudor de que fosse o melhor pop possível”.
Segundo Ana, o processo que transformou a casa em clube noturno foi “lento e orgânico”. “Começamos com uma festa por mês. Depois, a pessoas queriam uma por semana”, lembra. As primeiras gigs não tinham muita estrutura. “A gente fechava as portas, puxava uma cortina e empurrava as mesas. A noite começava como bar se tornava uma balada espontânea”. No início dos anos 2000, o James assumiu uma outra identidade. Um clube noturno, aberto a vários tipos de música, com drinks como o forte do cardápio.
Para Ana, a capacidade de se adaptar às mudanças culturais foi o a maior contribuição do James em suas duas décadas de boemia. “Fomos um dos primeiro lugares que o público LGBT começou a frequentar fora do circuito de casas que eram especializadas. Foi lindo. As pessoas começaram a perceber que tinham liberdade de vir ao James e simplesmente ser quem eram”, diz.
Festa e saudosismo
Para Ana, não há melhor maneira de comemorar o fim do velho James Bar do que com uma grande festa, chamada de "reunião dos dinossauros fundadores na última balada"
“Sim, vamos acabar com festa. E a última será bem saudosista. A gente chamou os principais djs do início. Vamos lembrar dos sons, dos momentos e de todas as pessoas que nos acompanham desde aquele tempo”.
Programação completa de ecnerramento do James Bar
Quinta-feira (25)
James Sessions
Bandas Heavy Metal Drama e Watch Out for the Hounds.
DJs Alessandro Oliveira e Georgia Settani.
Sexta-feira (26)
Sexta James : Alta Fidelidade
DJs residentes Claudinha Bukowski e Denis James.
DJs convidados Alexandre Dantas e Renata Worst.
R$ 20 de entrada
Sábado (27)
Pop Line: Especial Divas
DJs residentes Ale Dantas, Ber Correia e Denis James.
R$ 25 de entrada
Domingo (28) – 22h
Jurassic James ( Back to 1980's)
DJs Ale Dantas, Claudinha Bukowski, Juliana Girardi e JC Branco.
R$ 15 (R$ 10 para maiores de 30 anos).
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