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Peça com Antonio Fagundes no elenco tem sessão única em Curitiba no domingo (6)

·3 min de leitura·Camila Machado, especial para a Gazeta do Povo
Peça com Antonio Fagundes no elenco tem sessão única em Curitiba no domingo (6)

Antonio Fagundes, no auge dos seus 69 anos, não para de surpreender. O ator é parte do elenco de Baixa Terapia – Uma Comédia no Divã, peça que estreia em Curitiba no próximo domingo (6), no Teatro Guaíra, às 18h. A comédia, que segundo Fagundes é “hilariante”, ficou em cartaz em São Paulo por mais de um ano, com “sessões lotadas”, e levou mais de cem mil pessoas ao teatro. Os ingressos estão sendo vendidos pelo Disk Ingressos.

O Guia da Gazeta do Povo + Clube conversou com ator global, que destacou porque não dá para perder a apresentação, única em Curitiba.

O que esperar de Baixa Terapia

Para Fagundes, os diferenciais da peça são inúmeros. “A situação toda é muito engraçada, mas as piadas pontuais são muito boas. É uma comédia moderna e ágil. A peça não para em momento algum”, explica.

Baixa Terapia foi escrita pelo argentino Matia Del Federico e tem direção de Marco Antônio Pâmio, além de um elenco consagrado. Junto a Fagundes, estão os atores Mara Carvalho, Alexandra Martins, Fábio Espósito, Bruno Fagundes e Ilana Kaplan – que, neste ano, foi a vencedora do Prêmio Shell de melhor atriz pela personagem interpretada na comédia.

A trama apresenta três casais, um após o outro, que chegam para uma sessão de terapia. Quando se encontram, descobrem que a psicóloga não foi e terão que conduzir, eles próprios, a sessão em grupo, regada a café, água e bastante whisky. “A peça tem uma grande surpresa, uma virada fantástica, que faz a plateia participar bastante das ideias dos autores”, revela Fagundes.

Sem patrocínio

Baixa Terapia, assim como Tribos, Restos e Vermelhos, todas peças de Fagundes, é uma produção independente. E os motivos para isso, de acordo com o ator, são claros e fáceis de serem apontados. A liberdade é um deles. “O patrocínio, aparentemente, acaba resolvendo os problemas da produção. Mas acabamos obrigados a submeter o projeto a gerentes de marketing, que tem preferência por vender produtos e não por fazer teatro. Além disso, há mais liberdade na escolha do tema e também na manutenção do espetáculo”, diz.

Em São Paulo, a peça ficou em cartaz por mais de um ano. Depois de Curitiba, também há turnê no Rio de Janeiro e outras cidades do Brasil. A expectativa de Fagundes é que ela permaneça rodando o país por cinco ou seis anos. “Coisa que, as vezes, o patrocínio nos impede de fazer”, explica.  

Paixão

Antônio Fagundes faz teatro há 52 anos. Sobre atuar, declara-se: “Eu costumo brincar que o teatro é a pátria do autor. É lá que ele erra, ousa, pesquisa, aprofunda o seu trabalho, se arrisca a descobrir coisas novas. É um salto-triplo-mortal sem rede. E, enquanto tiver forças, continuarei”, diz.

Também destaca o poder transformador do teatro. “Fazer com que mil pessoas fiquem sentadas por uma hora e meia, no escurinho, sem mexer naquele ‘aparelhinho’, e assistindo outras seis pessoas desenvolveram uma ideia. Isso é revolucionário”, finaliza.

Planos futuros

Fagundes terminou recentemente as gravações de mais uma parceria com a Rede Globo. Estará na nova série da emissora, Se Eu Fechar Os Olhos Agora, com previsão de lançamento para janeiro.

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