BaianaSystem traz sua mistura de ritmos pela primeira vez a Curitiba

Ijexá, afoxé, dancehall, pagodão, cumbia, chula, dub, cabula, kuduro, samba duro, samba rock, samba reggae, cantiga de roda, eletrônica… O BaianaSystem, que toca em Curitiba, pela primeira vez no próximo dia 22 de julho, é tudo isso aí. E mais um pouco ainda: a apresentação que o quarteto baiano vai trazer para cá não é só um show, é uma mistura de música e artes visuais.
“Estamos muito empolgados para tocar em Curitiba pela primeira vez – será o show do nosso disco Duas Cidades e é também uma síntese de tudo que acumulamos nesses últimos anos, uma mistura de ritmos tradicionais de Bahia e, claro, nossa forma de arriscar na música”, explica Russo Passapusso, cantor e compositor que é a voz do BaianaSystem. A apresentação será na Ópera de Arame e vai encerrar o Festival Subtropikal.
O Subtropikal vai promover uma série de eventos ligados à criatividade e cultura. A edição deste ano será dividida em três frentes: Reflita, Explore e Curta, cada uma com ações e eventos diferentes. O show do BaianaSystem será a terceira frente do Subtropikal, a Curta. “Ficamos felizes porque acho que a nossa apresentação vai ser um complemento para tudo que vai rolar no festival, queremos somar”, diz Russo.
Ele adiantou para o Guia Gazeta do Povo que a atmosfera do show será mais ou menos a mesma da que eles criaram no clipe de Invisível. “Nossa apresentação é bastante imagética, sempre trabalhamos fazendo música para imagens, não só imagens para músicas e por isso teremos projeções e máscaras, tudo se complementa, funciona em harmonia”, explica. No ano passado, a banda foi um dos destaques do Prêmio Multishow – levou os prêmios de melhor hit, com Playssom, e de melhor disco, com Dias Cidades.
Mas tanto a música quanto as letras da banda nunca são as mesmas: Passapusso explica que mesmo quem já conhece o disco ou já viu alguma apresentação deles, pode se surpreender. “Nosso show é montado de acordo com o ambiente em que a gente vai estar, sempre fazemos nosso arranjos, novas letras, novas citações, falamos de política também… Nosso show é uma conversa”, diz.
Próximos passos
Neste segundo semestre, a banda também está se preparando para lançar uma canção que foi gravada em parceria com a cantora angolana de kuduro Titica. “Ela veio para cá no início do ano e gravamos Capim Guiné, que vai sair agora especialmente para o Rock in Rio – ela virá se apresentar com a gente”, explica. Os baianos tocam no festival carioca no dia 22 de setembro.
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