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Azor, longa argentino aclamado pelo NYTimes, estreia dia 16, quinta

·3 min de leitura·Patricia Mannarino
azor

Yvan De Wiel (Fabrizio Rongione) é um banqueiro de Genebra que, subitamente, precisa viajar para a Argentina. O motivo? Seu sócio, que comandava as transações de milionários argentinospara as suas contas na Suíça, desaparece em plena ditadura argentina. Yvan, então, vai apagar o fogo entre os clientes do banco e voltar a conquistar espaço no mercado.

Essa é a trama tensa, desconcertante e com tintas propositadamente desbotadas de Azor, longa-metragem dirigido por Andreas Fontana, estreante em longas.

Tensão crescente

Logo na primeira cena, vemos um casal estrangeiro, no banco de trás de um carro. O veículo tem seu trajeto interrompido por uma revista policial. Enquanto isso, em um carro à frente, dois jovens são parados pela polícia, encostados na parede e apenas um deles é liberado. Essa passagem, embora rápida, já situa o tempo em que a história se passa e coloca o espectador em vigilância, achando que a qualquer momento o casal de protagonistas possa ser vítima de uma situação semelhante.

O espectador continua em vigilância, fazendo com que essa sensação ganhe força durante as conversas do personagem com seus clientes – feitas aos sussurros ou em lugares escondidos para não chamar a atenção. Yvan não sabe em quem confiar, em como fazer as mesmas transações que seu sócio fazia – aliás, Yvan nem descobre que não está ciente de todas as negociatas de seu sócio, e que o mesmo tinha um modo muito peculiar de se relacionar com seus clientes. Afinal onde está seu sócio? E se ele cometer os mesmos erros?

Se Azor tem ótimos atores e uma história sutil e cruel, bem feita e intrigante, o mesmo não se pode dizer de sua trilha sonora. Parece que não houve grandes investimentos na trilha, falha de muitos cineastas brasileiros e latinos. Um descuido que não passa despercebido e que faria toda diferença, já que indústrias de outros mercados como Itália, por exemplo, têm tradição e excelência no segmento com Nino Rota e Henri Moricone – para citar a importância das trilhas.

Será que Azor deixou a trilha para o final, restando a ela as sobras de um budget? Enfim, Azor é um bom filme mas não para ouvidos atentos.

Ficha Técnica

Direção: Andreas Fontana |Roteiro: Andreas Fontana & Mariano Llinás | Produção:  Eugenia Mumenthaler, David Epiney |Elenco: Fabrizio Rongione, Elli Medeiros, Pablo Torre Nilson, Alexandre Trocki, Stéphanie Cléau | Direção de Fotografia: Gabriel Sandru  | Direção de Arte: Ana Cambre | Trilha Sonora: Paul Courlet |Montagem: Nicolas Desmaison  | Gênero: drama, suspense | País: Suíça, França, Argentina | Ano: 2021 | Duração: 100 min.

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Patricia Mannarino
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