Cinema

Por que o filme "Assassinato no Expresso do Oriente" vale a ida ao cinema

·2 min de leitura·Sandro Moser
Por que o filme "Assassinato no Expresso do Oriente" vale a ida ao cinema

Se você já leu o livro de Agatha Christie (1890-1976) ou já viu a primeira versão do filme sabe quem matou o escroque Ratchett (Jonny Depp) dentro do Expresso do Oriente.

Mesmo assim, vai se divertir nesta versão dirigida pelo britãnico Keneth Branagh que estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas de Curitiba.O filme tem elenco estelar, Além de Depp e Branagh tem Michelle Pfeiffer, Judi Dench, Penélope Cruz e Willem Dafoe, entre outros.

A trama é uma das mais famosas da literatura: no ano de 1935, treze pessoas aparentemente estranhas entre si embarcam no Expresso do Oriente, o trem que percorria a Europa profunda de Paris a Istambul, desativado em 2009.

Quem também embarca, meio sem querer, é o detetive Hercule Poirot, o excêntrico e sagaz investigador belga, protagonista de boa parte das histórias da escritora inglesa Agatha Christie (1890-1976).

Durante uma nevasca, o trem é obrigado a parar e se descobre que um dos passageiros foi assassinado. Cai no colo de Poirot a responsabilidade de solucionar o mistério antes que o comboio chegue ao destino.

O argumento é um clássico “quem são, quem fez e por quê” que a autora consagrou. A trama virou modelo para milhares de imitações, paródias e jogos de tabuleiro.

Não é por acaso que a literatura de Agatha Christie é apaixonante. Suas obras foram traduzidas para quase uma centena de idiomas diferentes. Contando todos os livros da autora inglesa, ela só perde em vendas para a Bíblia e para o conjunto das obras de William Shakespeare (1564-1616). Ela escrevia como ninguém.

A "dama do crime", ataca outra vez

A primeira versão filmada (em 1974) por Sidney Lumet é mais sóbria. A de Brannagh tem a linguagem hipster dos filmes de época feitos no século 21. Excentricidade, ar retrô e montagem moderna. Mas sem chegar ao ponto de tolice de alguns outros filmes.

A direção de arte suntuosa, porém, é o grande charme do filme. O visual do trem e os figurinos são exuberantes, ainda que o bigode de Poirot seja um pouco exagerado.

Somados os pesares e as virtudes, entre os filmes em cartaz, este Assassinato no Expresso do Oriente é a pedida certeira do bom entretenimento que só uma sessão de cinema pode oferecer.

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