Cinema

Saiba tudo sobre "A Múmia" de Tom Cruise

·3 min de leitura·Marden Machado
Saiba tudo sobre "A Múmia" de Tom Cruise

No começo dos anos 1930, a Universal Studios resolveu apostar no cinema de horror e deu início a uma série de filmes conhecidos hoje como clássicos do terror. “Drácula”, de 1931, dirigido por Tod Browning, foi o primeiro deles. No mesmo ano, foi lançado também “Frankenstein”, de James Whale.

No ano seguinte foi a vez de “A Múmia”, com direção do estreante Karl Freund, que havia trabalhado antes como diretor de fotografia de Fritz Lang e F.W. Murnau. Este novo monstro consolidou o domínio do estúdio no gênero. O roteiro de John L. Balderston é uma adaptação da história criada por Nina Wilcox Putnam e Richard Schaver e apresenta uma trama “sem pé nem cabeça”, porém, muito bem contada.

A ação começa no Egito, onde Ardeth Bey (Boris Karloff), a reencarnação do sacerdote Imhotep, é condenado a “viver” como uma múmia por mais de três mil anos, após roubar um pergaminho sagrado. Ele queria com isso ressuscitar sua amada. No presente da história, Imhotep desperta com a chegada de uma expedição arqueológica.

Boa parte das histórias de terror são, no fundo, histórias de amor. Não é diferente com esta primeira versão de “A Múmia”. O trabalho de Freund como fotógrafo de diversos filmes da escola expressionista alemã faz desta obra uma experiência fantástica e simplesmente obrigatória.

No final dos anos 1950, mais precisamente em 1959, os estúdios Hammer, da Inglaterra, apresentaram sua versão de “A Múmia”, desta vez, com direção de Terence Fisher e tendo Christopher Lee no papel-título.

A mesma Universal do filme original decidiu "turbinar" a franquia misturando elementos de terror com aventura, estilo "Indiana Jones". Escrito e dirigido por Stephen Sommers e com Brendan Fraser e Rachel Weisz à frente do elenco, tivemos uma versão bem turbinada e que gerou duas continuações: “O Retorno da Múmia”, de 2001, e “A Múmia: Tumba do Imperador Dragão”, de 2008.

Agora, 85 anos do primeiro filme, o mesmo estúdio planeja "atualizar" seus monstros clássicos e para tanto, decidiu trazer “A Múmia” de volta. Na verdade, esse “retorno” faz parte de uma estratégia de mercado muito mais ampla. Com o nome de “Dark Universe”, o estúdio pretende atualizar e revitalizar a franquia de seus monstros clássicos. Para os próximos anos estão previstos “O Homem Invisível”, com Johnny Depp, e “Frankenstein”, com Javier Bardem. Todos ligados por um elo comum, o Dr. Jekyll, de “O Médico e o Monstro”, papel de Russell Crowe, que já aparece neste “A Múmia”.

Esta nova "encarnação" tem a assinatura de Alex Kurtzman, mais conhecido pelos roteiros dos dois filmes de Star Trek dirigidos por J.J. Abrams. Este é seu segundo longa como diretor. O roteiro, de David Koepp, Christopher McQuarrie e Dylan Kussman, segue um pouco a premissa original, muito pouco mesmo.

Com o astro Tom Cruise à frente do elenco, “A Múmia” versão 2017 lembra em muitos momentos, uma outra franquia estrelada pelo ator. Sobrou pouco terror e houve uma tentativa de turbinar a ação, os efeitos especiais e o também o de estabelecer um universo que ligar todas as histórias que serão contadas com os outros monstros do estúdio.

Esta fórmula vem sendo utilizada pela Marvel em seus filmes com bastante sucesso, no entanto, no caso desta releitura, faltou combinar com os roteiristas. Há aqui uma carência, digamos assim, de simpatia, por parte das personagens. Algo fundamental em qualquer história. Uma vez que o herói, seus assistentes e mesmo o vilão possuem.

Saiba mais sobre o filme A Múmia:

 

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