Destaque na imprensa com Viola Davis, "A Mulher Rei" estreia hoje

Viola Davis está no Brasil para a estreia de A Mulher Rei, nesta quinta, 22/09
A Mulher Rei (The Woman King) é a extraordinária história das Agojie, uma força de elite de guerreiras, constituída unicamente por mulheres que protegiam o Reino Africano do Daomé no século 19 com uma ferocidade e habilidades nunca antes vistas no mundo. Inspirado em fatos verídicos, A Mulher Rei (The Woman King) segue a emocionante e épica odisseia da general Nanisca (a vencedora do Oscar® Viola Davis), que é quem treina a próxima geração de guerreiras e as prepara para a batalha contra um inimigo determinado a destruir sua forma de vida. Há coisas pelas quais vale a pena lutar.
Produção com maioria de mulheres
TriStar Pictures apresenta em associação com eOne, JuVee Productions e Welle Entertainment production, um filme de Gina Prince-Bythewood, A Mulher Rei (The Woman King). Estrelado por Viola Davis, Thuso Mbedu, Lashana Lynch, Sheila Atim, Hero Fiennes Tiffin e John Boyega. Dirigido por Gina Prince-Bythewood. Roteiro de Dana Stevens. Argumento de Maria Bello e Dana Stevens. Produzido por Cathy Schulman, Viola Davis, Julius Tennon e Maria Bello. O produtor executivo é Peter McAleese. A diretora de fotografia é Polly Morgan ASC BSC. O desenhista de produção é Akin McKenzie. Montado por Terilyn A. Shropshire, ACE. A figurinista é Gersha Phillips. A trilha é de Terence Blanchard.
A Mulher Rei (The Woman King) recebeu classificação indicativa PG-13 da Motion Picture Association por cenas fortes de violência, algum conteúdo perturbador, material temático, linguagem rude e nudez parcial. O filme será lançado nos cinemas nacionais em 22 de setembro de 2022.
SOBRE O FILME
“Senti que A Mulher Rei era uma história importante, porque me vi nela”, afirma Viola Davis, atriz vencedora do Oscar® e produtora do filme inspirado no histórico exército de guerreiras que protegeram o Reino do Daomé do final de 1600 até o final dos anos 1800. “Eu vi a minha feminilidade nela. Vi a minha escuridão nela. Vi uma parte muito importante da história nela. Eu sempre digo que qualquer parte da história é importante, mesmo as menores partes. E acho que é uma história pela qual o mundo está faminto.”
As guerreiras Agojie viveram para servir, defender e proteger o reino do Daomé e o seu rei. O Reino do Daomé era um dos mais ricos da época, e as suas defensoras, as Agojie, eram as guerreiras mais temidas da África Ocidental, no território que hoje conhecemos como o Benin.
Organização social com paridade de gênero
A cultura do Daomé, que valorizava a significância das mulheres, contava com uma organização social única e incrivelmente progressiva para a época, em que todos os cargos oficiais eram ocupados tanto por um homem quanto por uma mulher. Esse sistema de paridade de gênero incluía todas as posições mais importantes do reino – de generais militares a conselheiros financeiros e líderes religiosos – e alcançava os mais altos escalões – o rei outorgava o título de Kpojito – ou mulher rei – a uma mulher que seria sua companheira de reinado.
“Essa cultura possuía essa característica dualista única”, afirma a produtora Cathy Schulman. “É como uma fantasia do que aconteceria se, para cada posto, incluindo o de um líder militar, pudesse haver tanto uma mulher quanto um homem – um yin e yang de gestão. E isso aconteceu no mundo real.”
“Nesta história, temos a capacidade de redefinir o que significa ser mulher”, diz a diretora Gina Prince-Bythewood. “Nós nunca vimos isso antes. Adoro histórias como essa que podem reformular o que significa ser mulher, reformular a feminilidade, reformular seus poderes. Estas são mulheres reais que fizeram algo sobre-humano, mas não eram super-heroínas. Eu precisava levar essas mulheres às telas.”
Como surgiu a ideia do filme
As origens do filme começaram com a produtora Maria Bello, que conheceu a história das guerreiras Agojie enquanto viajava pela África Ocidental. Bello deu um livro, escrito em francês, para a produtora Cathy Schulman, sobre essas mulheres. “Eu fiz uma leitura arrastada do livro durante uns sete meses, tentando entender o francês o suficiente para chegar ao final”, conta Schulman. “Fiquei realmente chocada ao saber que tinha uma parte da história sobre a qual eu não tinha ouvido falar e, sobretudo, que havia existido um exército feminino de sucesso extraordinário em um certo lugar do planeta.”
Viola Davis
Quando Bello e Schulman começaram a discutir um possível filme, elas abordaram sua grande amiga Viola Davis no lugar mais improvável: um salão de baile no Skirball Center de Los Angeles, onde Bello estava entregando a Viola o prêmio Women Making History Awards de 2015. “Quando Maria subiu ao pódio para apresentar o meu prêmio, ela disse: ‘Vou falar de um filme no qual acho que todos vocês adorariam ver a Viola Davis’. Ela prosseguiu, contando a história das Agojie e do Daomé, e todos começaram a aplaudir! Essa foi minha primeira introdução ao fato de que essa história existia”, diz Viola Davis. O discurso funcionou.

Na criação do roteiro, Stevens e os cineastas trabalharam extensivamente com o historiador e economista de Princeton, Leonard Wantchekon, que vem do Benin. “Leonard é o principal acadêmico e professor beninense que trabalha no meio acadêmico norte-americano no campo da economia beninense. Enquanto pesquisávamos a produção, seu nome surgia em todos os lugares”, diz Schulman. “Ele passou a vida ensinando e escrevendo sobre a África Ocidental e, como nós, ele se dedica a dar vida à história enterrada. A história ignorou o quão sofisticado o Daomé era na gestão de seus assuntos internos. Eles criaram algumas instituições altamente avançadas e sofisticadas, como as Agojie. Então, quando começamos a trabalhar com ele, Leonard nos motivou a manter a nossa visão intacta.”
Orgulho e autoaceitação: a preparação de Viola
Viola Davis diz que a história das guerreiras Agojie a atraiu, porque refletia sua própria jornada de orgulho e autoaceitação, como a que muitas mulheres vivenciam. “Passei quatro anos em uma escola, onde eu sentia que tinha que encobrir quem eu era para ser uma grande atriz. Eu tive que realmente enganar as pessoas para acreditarem que eu não era preta no meu corpo, na minha voz; que eu tinha que ser uma espécie de protótipo do que consideramos feminino”, explica a atriz. “A Mulher Rei quebra todas as regras. Nos corações e mentes de todas as mulheres por aí, isso é o que elas desejam. Esse é o seu desejo. O desejo por um espaço onde possam romper com todos esses limites e dizer, ‘essa sou eu, e gosto disso’, e onde ocupem o espaço do pertencimento.”
Viola acrescenta que a preparação e o treinamento para o papel e a criação da personagem da general e guerreira Nanisca pôs em foco todas as mensagens sobre o seu corpo que ela recebeu ao longo dos anos. “Todas as coisas que me ensinaram quando eu era uma garota querendo ganhar os concursos de Miss Central Falls Recreation, querendo ficar bem de biquíni, querendo ser magra e fofa, delicada e bonita, enquanto eu sempre fui muito musculosa e mais corpulenta”, diz ela. “Sempre tive a sensação de que minha a feminilidade não poderia ser criada nessa tela. Então, agora, com esse papel, meus músculos, meus braços, minhas pernas grossas, minha voz pesada ficaram perfeitos. Quando entrei no set como a Nanisca, não me senti envergonhada por isso. Eu celebro isso, fisicamente, em todos os sentidos.”
Confira o trailer de A Mulher Rei
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