A-ha e a história de Take on Me, seu clipe mais icônico

Está chegando o dia para curtir de perto a apresentação da banda norueguesa A-ha em Curitiba, 25/07, na Arena do Athletico Paranaense. E falar de A-ha é lembrar automaticamente do icônico videoclipe “Take on Me”- numa época em que a MTV e os clipes ainda engatinhavam.
O “x” da questão
O A-ha é tipicamente um produto da Geração X – ou seja, a turma dos nascidos entre 1965 e 1981. Entretanto, isso não é motivo para obsolescência, já que as pessoas continuam “largando play” nas faixas de suas músicas nos tocadores de áudio digitais. E mesmo que você, leitor, seja um Y, Z ou cringe, é bem provável que tenha ouvido – ao menos uma vez na vida – “Take on Me“, aquela do inesquecível riff de sintetizador.
“Take on Me” é um dos videoclipes icônicos da história da música.
Take On Me foi lançado sem sucesso três vezes antes de estourar
É difícil acreditar agora, vistos os números alcançados por este hit, mas Take On Me não foi um sucesso imediato. A música passou por algumas modificações e versões:
Miss Eerie
O primeiro lançamento da música foi através da banda Bridges, então formada no final dos anos 70 por dois dos atuais “A-ha” ( Magne Furuholmen e Paul Waaktaar) e tinha o nome de “Miss Eerie“.

A propósito: o riff de sintetizador de Take on Me foi criado por Magne Furuholmen aos 15 anos
No entanto, Bridges sentiu que o riff era muito pop para sua banda e resolveu não usá-lo. Porém, a banda logo se desfez. Waaktaar e Furuholmen se mudaram para Londres, passaram entre seis a oito meses e retornaram à Noruega.
Lesson One
Mais tarde, Waaktaar e Furuholmen eles se juntaram ao cantor Morten Harket e começaram a trabalhar em demos, incluindo uma nova versão de ‘Miss Eerie’, que foi relançada como ‘Lesson One‘. O vídeo da música mostrava a banda tocando em frente a um fundo azul.
Em seguida, A-ha flopou uma segunda vez
O ex-executivo da Warner Brothers no Reino Unido, Andrew Wickham, disse em 2020:
“Recebi uma ligação de Terry Slater (1º empresário da banda) … não pude acreditar em meus ouvidos quando ouvi Morten Harket cantar. Pensei, como alguém que se parece com uma estrela de cinema pode soar como Roy Orbison*? Eu pensei, isso é inacreditável.”
(Roy Kelton Orbison, apelidado de The Big O, foi um influente cantor e compositor estadunidense e um dos pioneiros do rock and roll, e cuja carreira estendeu-se por mais de quatro décadas).
Wickham (Warner Brothers) assinou contrato com o trio e aprovou grandes investimentos na banda. Por recomendação de Slater, o produtor Alan Tarney* foi contratado para refinar a música.
A nova gravação tinha um som muito mais limpo e crescente. Foi relançada no Reino Unido (mas o escritório da gravadora em Londres deu muito pouco apoio) e o single fracassou pela segunda vez.
Rumo ao sucesso, mas antes…
Andrew Wickham não desistiu, e Steve Barron foi contratado para dirigir um videoclipe de animação de “rotoscopia” revolucionário, levando em torno de seis meses para ser concluído.
Como o vídeo foi feito?
O vídeo foi filmado em 1985 no Kim’s Café (agora chamado Savoy Café), que fica na esquina da Wandsworth Road e Pensbury Place em Londres, e em um estúdio de som em Londres.

O resultado foi incrível para a época, logo se tornando um sucesso mundial graças (também) ao volume de veiculações na MTV. A música alcançou o número #um na Billboard Hot 100 dos EUA, sendo a primeira música de uma banda norueguesa a atingir essa posição, e o número #dois no UK Singles Chart.
Ainda hoje, o A-ha continua sendo a banda de música pop de maior sucesso que já saiu da Noruega. Aliás, não dá pra falar em Noruega sem lembrar de Vikings. Se você é fã do A-ha e dos Vikings, aproveite e experimente hoje mesmo a OL Beer, a cerveja inspirada na cultura Viking parceira do Clube e que oferece desconto de 15% exclusivo para assinante.
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Fontes dessa matéria: https://www.lifeinnorway.net/aha-facts/ | https://a-ha.com/ | wikipedia | Tenho mais discos que amigos
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