Comportamento

10º Olhar de Cinema: programação e oficinas

·5 min de leitura·redação
Olhar de cinema

O Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba iniciou suas atividades como um festival de cinema independente. Desde 2012 o festival já levou mais de 150 mil pessoas para as salas de cinema, 30 mil pessoas vendo filmes online e exibiu mais de 900 filmes de todo o mundo.

Para quem gosta de cinema e é curioso

Em 2020, o Festival Olhar de Cinema completou sua nona edição com a exibição de mais de 78 filmes, possibilitando o acesso online de mais de 30 mil pessoas a essas obras. Após nove anos de experimentos, riscos e tiros certeiros, o Olhar de Cinema já faz parte do cenário cultural do cinema independente no Paraná, no Brasil e no mundo.

O que encontrar

olhar de cinema

O evento tem como objetivo destacar e celebrar o cinema independente realizado em todo mundo por meio da seleção oficial de filmes com propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático. Em meio a esses quesitos, é possível compor uma programação de grande diversidade temática e estética, que não rejeita gêneros, formatos e durações. Universo composto por aproximadamente 90 filmes anuais, o Olhar de Cinema sempre procura valorizar o cinema brasileiro e também paranaense, ao garimpar o que há de mais precioso e urgente nessas cinematografias, garantindo cuidado especial ao programar tais obras.

Novas narrativas com temáticas que retratam a realidade política e social do mundo. É isso que guia a Mostra Competitiva do Olhar de Cinema Festival Internacional de Curitiba, com a descoberta do que há de mais novo na produção mundial e brasileira, buscando inventividade e capacidade de se comunicar. 

Dica do que assistir

Nesta edição, a produção nacional marca presença. Dos nove longas-metragens selecionados, três são brasileiros: 

  • O Sonho do Inútil, de José Marques de Carvalho Jr., um filme que se perde e se encontra nas imagens, cria ressignificado no tempo, em novas realidades e momentos; 
  • Rio Doce, de Fellipe Fernandes, sobre mudanças íntimas que ultrapassam o individual;
  • Rolê – Histórias de Rolezinhos, de Vladimir Seixas, que lembram os rolezinhos e as ocupações dos shoppings tendo três jovens como personagens.

Completam a seleção de longas:

  • Conferência, de Ivan Tverdovskiy, que resgata a invasão do Teatro Dubrovka, na Rússia, durante uma peça em 2002 por um grupo armado que terminou com uma ação do exército e mais de uma centena de mortos; 
  • Um Céu Tão Nublado, de Álvaro F. Pulpeiro, sobre as ideias da Venezuela que se criaram pelo mundo sem se conhecer a complexidade do lugar; 
  • Zinder, de Aïcha Macky, fala sobre a violência à margem e a dificuldade de mudar, mas do constante desejo de transformar a realidade; 
  • O Protetor do Irmão, de Ferit Karahan, sobre como até mesmo em um lugar de rigidez, hierarquia e violência é possível haver doçura, cuidado e amor; 
  • Estilhaços, de Natalia Garayalde, um filme que fala de imagens que ficam e, ainda que feitas sem querer, contam histórias fundamentais para a História;
  • e fechando os nove longas, Sonhos de Damasco, de Émilie Serri, que procura reconstituir a história de um país em seus escombros, que encontra a vida nos detalhes e nas memórias.

Brasil nos curtas

A produção brasileira também está forte na seleção de curtas-metragens desta 10ª edição. Serão quatro filmes dentre os 10 selecionados. São eles:

  • A Máquina Infernal, de Francis Vogner dos Reis; 
  • Chão de Fábrica, de Nina Kopko; 
  • Tereza Joséfa de Jesus, de Samuel Costa;
  • Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet.

Da Bélgica, a dupla Maxime Jean-Baptiste e Audrey Jean-Baptiste traz Ouça a Batida das Nossas Imagens, e Matthias De Groof, Sob a Máscara Branca: O Filme Que Haesaerts Poderia Ter Feito. Da França vem Vikken, de Dounia Sichov e a coprodução com Senegal, dirigida por Moly Kane, Tecidos Brancos.

Completam a seleção o curta-metragem russo-polonês Saúde!, dirigido por Tatiana Chistova; e Meu Tio Tudor, uma coprodução da Bélgica, Hungria, Moldávia e Portugal, dirigida por Olga Lucovnicova.

Confira a lista completa de filmes selecionados para a Mostra Competitiva:

o que assistir

COMPETITIVA | LONGAS

  1. CONFERÊNCIA / KONFERENTSIYA: Ivan Tverdovskiy | Rússia, 2020, 129’
  2. ESTILHAÇOS / ESQUIRLAS: Natalia Garayalde | Argentina, 2020, 70
  3. O PROTETOR DO IRMÃO / OKUL TIRAŞI: Ferit Karahan | Turquia, Romênia, 2021, 85’
  4. O SONHO DO INÚTIL / O SONHO DO INÚTIL: José Marques de Carvalho Jr. | Brasil, 2020, 72’
  5. RIO DOCE / RIO DOCE: Fellipe Fernandes | Brasil, 2021, 89’
  6. ROLÊ – HISTÓRIAS DOS ROLEZINHOS / ROLÊ – HISTÓRIAS DOS ROLEZINHOS: Vladimir Seixas | Brasil, 2021, 82’
  7. SONHOS DE DAMASCO / DAMASCUS DREAMS: Emilie Serri | Canadá, 2021, 83’
  8. UM CÉU TÃO NUBLADO / UN CIELO TAN TURBIO: Álvaro F. Pulpeiro | Colômbia, Espanha, Reino Unido, 2021, 83’
  9. ZINDER / ZINDER Aïcha Macky | Alemanha, França, Níger, 2021, 82’

COMPETITIVA | CURTAS

  1. A MÁQUINA INFERNAL / A MÁQUINA INFERNAL: Francis Vogner dos Reis | Brasil, 2021, 30’
  2. CHÃO DE FÁBRICA / CHÃO DE FÁBRICA: Nina Kopko | Brasil, 2021, 24’
  3. MEU TIO TUDOR / NANU TUDOR: Olga Lucovnicova | Bélgica, Hungria, Moldávia, Portugal, 2021, 20’
  4. OUÇA A BATIDA DAS NOSSAS IMAGENS / ÉCOUTEZ LE BATTEMENT DE NOS IMAGES: Maxime Jean-Baptiste, Audrey Jean-Baptiste | Bélgica, 2021, 16’
  5. SAÚDE! / Будьте здоровы!: Tatiana Chistova | Polônia, Rússia, 2020, 31’
  6. SOB A MÁSCARA BRANCA: O FILME QUE HAESAERTS PODERIA TER FEITO / ONDER HET WITTE MASKER: DE FILM DIE HAESAERTS HAD KUNNEN MAKEN: Matthias De Groof | Bélgica, 2020, 9’
  7. TECIDOS BRANCOS / SËR BI: Moly Kane | França, Senegal, 2020, 20’
  8. TEREZA JOSÉFA DE JESUS / TEREZA JOSÉFA DE JESUS: Samuel Costa | Brasil, 2021, 7’
  9. UMA PACIÊNCIA SELVAGEM ME TROUXE ATÉ AQUI / UMA PACIÊNCIA SELVAGEM ME TROUXE ATÉ AQUI: Érica Sarmet | Brasil, 2021, 25’
  10. VIKKEN / VIKKEN: Dounia Sichov | França, 2021, 27’

SERVIÇO
10º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba | De 6 a 14 de outubro de 2021

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