O Brasil de Norte a Sul através da sua música e do seu povo. Esta é a proposta do espetáculo "Rio Mais Brasil, o nosso musical” que será montado no Guairinha neste final de semana, sexta-feira e no sábado, 29 e 30 de setembro, às 21h, e no domingo, 1 de outubro, às 19h.

A peça viaja pelo país inteiro mostrando os contrastes musicais e culturais e mostra a pluralidade do país através da música. O espetáculo coloca, além de canções inéditas, composições de Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Rita Lee, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Ary Barroso, Cazuza, Tom Zé, Arlindo Cruz e muitos outros.

Participam do elenco a atriz Cris Viana e os atores Leonardo Vieira, Danilo de Moura e Danilo Mesquita e mais 17 artistas, além de cantores e multi-instrumentistas.

Criador do espetáculo “Cássia Eller - O musical”, em 2014, o produtor Gustavo Nunes desta vez teve uma ideia ainda mais ambiciosa. Nada de biografias, Nunes pensou inicialmente em um espetáculo que mostrasse o Rio de Janeiro, fora das imagens clichês de dos cartões postais.

“A ideia inicial era resgatar a autoestima do carioca dando uma roupagem musical a um Rio de Janeiro que não existe mais”, explica.

Porém, a medida que a produção foi crescendo a ideia foi ampliada e ele decidiu, com o direto Ulisses Cruz, que a peça seria sobre o Brasil inteiro.

Diversidade nacional

“Na verdade o projeto cresceu e passou a englobar todo o Brasil. O Rio de Janeiro entra agora como uma caixa de ressonância, um acelerador do acontece no país. Queremos mostrar nossa riqueza cultural e musical. O musical é um compêndio, um apanhado de toda a diversidade nacional”

A trama do musical foi inspirada na própria dificuldade financeira da produção e conta a história de um produtor (vivido pelo ator Leonardo Vieira) e de um cineasta que querem filmar um documentário inspirado no clássico “O povo brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro.

No meio da empreitada, porém, o patrocinador recua e os realizadores e os produtores ficam a ver navios. Uma situação que realmente aconteceu durante a pré-produção a peça. “Tem esta metalinguagem mesmo. A ideia é mostrar que produzir arte no país não é brincadeira”.

Segundo Nunes, o Brasil que aparece na peça é o da multiplicidade. “Esta é a verdadeira cara do Brasil, diferente, mas que sabe conviver. A peça mistura um entretenimento com música e dança a estas questões mais amplas. O Brasil que sai do nosso espetáculo é positivo e alegre”.