A atriz e autora Mônica Martelli é referência quando o assunto é o universo feminino. Por meio de suas experiências pessoais, seus perrengues e conquistas, ela empodera homens e mulheres, incentivando-os a se descobrirem. Na peça que traz a Curitiba neste sábado (12), não poderia ser diferente.

Entre um compromisso e outro, ela conversou com o Guia da Gazeta do Povo + Clube, por telefone, sobre Minha Vida em Marte (e outras coisas mais).

Minha Vida em Marte

Minha Vida em Marte, em cartaz há quase um ano, é a continuação de um trabalho que Mônica desenvolve há muito tempo. A peça é a sequência de Os homens são de Marte.. E é pra lá que eu vou, comédia que ficou onze anos rodando o Brasil, virou filme e inspirou uma série de TV no canal GNT. Ambos os roteiros contam a história da personagem Fernanda, que vive diferentes conflitos em cada fase da vida.

Agora mais madura, ela já está casada, tem uma filha, e está em crise. De acordo com Mônica, ela faz de tudo para que o casamento dê certo, mas tudo tem limites. “Ela ama, quer que as coisas funcionem, mas também não atura muita coisa. É um espaço de duas pessoas, não vale tudo pela família, entre aspas, perfeita”.

Inspiração

A vida de Mônica Martelli é a inspiração para os seus trabalhos. “Tudo sobre o que eu escrevo, eu vivo também. É a forma como me liberto. Sou mulher, passo por muita coisa que todas as mulheres passam. Aí fica tudo muito real, porque é de verdade. São os medos, as encheções de saco, as dúvidas”, explica.
E por causa disso ela é considerada “amiga íntima” de muitas de suas fãs. “Elas me pedem conselho, se sentem íntimas, é um sinal que gostam do meu trabalho”, disse.

Mônica também está há cinco anos no programa Saia Justa, que debate temas e dilemas do universo feminino. “Lá estou por inteira”, explicou.

Criação

A mãe de Mônica sempre foi feminista e isso moldou bastante o pensamento da atriz. “Fui ensinada que a única possibilidade de liberdade, nessa sociedade capitalista que vivemos, é tendo independência financeira. Eu não fui criada para casar, mas para a vida, a minha própria. E é isso. E para minha geração, isso não era comum”, declarou.

Sobre o amor, contou que adora se apaixonar. Prestes a completar 50 anos, também deu um conselho às mulheres: “Tentem, de todas as formas, se conhecer. Saber o que te faz feliz, o que te faz levantar todos os dia. Porque sem significado, perdemos o interesse por tudo. Pelo trabalho, pelos amigos, pelo amor, pelos relacionamentos”, finalizou.

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