“A única coisa que queremos é que tudo corra mais tranquilo desta vez”, disse o guitarrista James Valentine, do Maroon 5.

Ele se referia ao primeiro show da banda em Curitiba, em 2012, quando o concerto atrasou três horas depois que os equipamentos da banda ficaram retidos em São Paulo em razão de uma greve da Polícia Federal.

Desta vez, durante o show no estádio Couto Pereira nesta quinta (14) ele promete recompensar os fãs curitibanos que poderão escutar em primeira mão as primeiras execuções ao vivo dos singles que a banda lançou nos últimos dois meses.

No aeroporto de Nova Iorque, a caminho do Brasil, James conversou por telefone, com exclusividade, com o Guia da Gazeta do Povo sobre para onde o som do Maroon V está indo, falou sobre seu único vicio e qual é a história da carreira que vai contar para os netos.

Sempre que vocês vêm para o Brasil há um alvoroço dos fãs. O que este show terá de especial para eles?

Viajar para o Brasil já é bem especial para nós. Nós estamos lançando alguns singles e trabalhando neles com toda a força nos últimos meses. Então vocês serão os primeiros a ouvir estas novas canções tocadas ao vivo. Isso vai ser bem legal.

>>> Veja como será o setlist do show do Maroon 5 em Curitiba.

O Maroon 5 é uma das bandas que melhor sabe se relacionar com seu público. Como vocês fazem para manter esta conexão com os fãs?

Sim, temos muitos fãs apaixonados e este número cresce quando chegamos a um país como o Brasil. Só aumenta nossa vontade e obrigação de dar nossos 100% em cima do palco. A relação é legal por que nós mantemos um contato constante principalmente pelas redes sociais. Então não é como se fosse um reencontro, pois sentimos que eles estão sempre do nosso lado, nos apoiando.

O Maroon 5 não é uma banda com um rótulo muito fácil. Nestes novos singles, vocês estão flertando bastante com o hip-hop. É um caminho para o qual a banda está olhando?

Sim. Temos uma ligação muito forte com o hip-hop, todos nós. Desde o primeiro disco somos bastante influenciados musicalmente por este tipo de música, ainda que não tivéssemos partes de rap ou participação de rappers nas faixas. Hoje estamos olhando ainda com mais atenção para o hip hop e por tudo que ele representa para a cultura pop. Caras como Timbaland e outros produtores, para mim eles são os caras realmente inovadores destes tempos e a influência e proximidade com o nosso som ficou ainda maior.

James, faz um pouco mais de 15 anos desde que o primeiro álbum, Song About Jane foi lançado...

O tempo voa, não?

Sim. Como vocês fizeram para manter a banda sempre se renovando nestes anos todos?  

Eu acho que boa parte da fórmula é continuar tentando criar algo novo. Não deixar a banda sentir que já chegou a algum lugar. Sempre procurar novos sons, evitando a todo custo nos repetirmos. Escrever as músicas é que a deixa a banda sempre ligadas. A criação é a chave sempre nos e acho que nós temos conseguido. Temos tido sorte.  

Você não faz o estilo do roqueiro doidão, você é um cara casado e religioso, mas eu sei que você é viciado em guitarras, é verdade?

Eu confesso. Eu sou mesmo um pouco viciado em guitarras. Sou muito feliz de poder trabalhar com este instrumento e de ter podido criar uma guitarra com minha própria assinatura. A guitarra me deu as maiores alegrais da minha vida. Desenhar a minha própria guitarra, poder subir no palco com ela e levá-la nas costas ao viajar pelo mundo foi uma das maiores.

E quantas guitarras você tem atualmente?

Não muitas. Umas 15 (risos). Mas tem caras que são mais loucos do que eu.

Tem algo em especial que você queira fazer nesta passagem pelo Brasil?

Sim. Nós amamos por que primeiros os fãs são mais quentes que em qualquer outro lugar. As pessoas são simpáticas, a vida noturna é legal. É um dos melhores lugares para viajar. Nós queremos comer um churrasco, dar umas voltas no Rio de Janeiro.A gente sempre acha um tempo e é legal encontrar nossos fãs nestas horas.

Vocês vão tocar no Rock in Rio, um grande festival com outras bandas e num show completo com um estádio cheio de fãs como em Curitiba. O que você prefere?

Eu me inclino a pensar que a gosto mais de um show só nosso, por que tem só a nossa galera lá, interessada em nosso trabalho, mas por outro lado o Rock in Rio é talvez o festival mais legal para tocar. Ou seja, para nós vai ser incrível. Vamos aproveitar os s lados.  

Preciso te perguntar: como foi tocar no tributo aos Beatles em 2014?

Foi sensacional. Foi o dia em que eu fiquei mais nervoso no palco em toda a minha vida. Eu estava lá tocando e eu podia ver eles, [Paul McCartney e Ringo Star] prestando atenção. Foi uma das três coisas mais legais que eu já fiz. Uma coisa que vou contar pros meus netos.