Duas bandas vigorosas e no auge das suas performances. É isso que o público de Curitiba pode esperar do show do Foo Fighters e Queens of The Stone Age no Brasil, na Pedreira Paulo Leminski, na próxima sexta-feira (02). Com base no show incendiário que iniciou a turnê pelo Brasil no domingo (25), no Rio de Janeiro, no estádio do Maracanã, é melhor se preparar: as duas bandas mostraram o melhor que há no rock de arena em quase cinco horas de performance.

Leia mais: 

Ainda há ingressos: falta pouco para shows do Foo Fighters e QOTSA em Curitiba 

Guia útil para curtir o show do Foo Fighters e Queens of The Stone Age em Curitiba

Sim, a ideia deste texto é a de antecipar algumas coisas que o público que for a Pedreira pode esperar. E aqui fica o alerta de spoilers.

A primeira é a pontualidade. Era exatamente 21h30 quando Dave Grohl atravessou o palco com sua gitarra Gibson azul e deu o primeiro de seus muitos gritos no microfone. A partir dali, mais de 30 mil pessoas que foram ao Maracanã estavam nas mãos do frontman do Foo Fighters.

Grohl é o artista do mainstream que tem melhor controle do seu público: ele manda uma multidão ficar quieta e o silêncio é absoluto; se ele quer que todos pulem, isso vai acontecer. É um misto de MC com comediante, que passa o show fazendo caretas e graças para os fãs que tanto o amam.

A apresentação é uma coletânia de sucessos dos 24 anos do Foo Fighters (e nove álbuns), com três horas de hits enfileirados em versões estendidas por solos e improvisações, além de alguns covers das maiores bandas do rock de arena, como Queen, AC/DC e Alice Cooper.

Confira o provável setlist do show do Foo Fighters em Curitiba

Nos riffs poderosos, refrãos para que todos cantem juntos, solos longos e todo o espectro do rock: do psicodélico ao punk, da balada ao soul. “É só um show de rock’n’roll, vocês não amam isso?”, perguntou Grohl.

Na primeira parte do show, a banda sua a camisa sem dar tempo para o público respirar. No meio do concerto, um dos momentos mais divertidos da apresentação, cada membro é apresentado e anunciado por Grohl, tocando um cover que tem a ver com a sua contribuição com a banda.

O guitarrista Pat Smear, chamado de tiozão pela galera, tocou Blitzkrieg Bop, do Ramones; Chris Shiflett o outro guitarrista, preferiu um hit de Alice Cooper. Por fim, o baixista Nate Mendel mandou ver com Another One Bites The Dust, do Queen.

Depois disso, Grohl ainda pergunta ao povo se o baterista Taylor Hawkins pode tocar mais uma do Queen. Diante do consentimento, é Taylor quem assume o microfone e Grohl assume as baquetas – vale lembrar que o frontman do FF é ex-baterista do Nirvana, e vê-lo na bateria é um show à parte.

Os dois mandaram um dueto de “Under Pressure” com Taylor fazendo a parte de Freddie Mercury e Grohl a de David Bowie. Bonitão, carismático e muito bom baterista, Taylor funciona como uma escada para as brincadeiras de Grohl.

A parte final do show é dedicada aos “fãs old school”. “Vamos dar uma lição aos novos fãs e mostrar como se faz”, conclamou Grohl. Só com a guitarra, ele fez uma longa versão de “My Hero”, arrebatando a multidão. No bis, a banda fugiu da programação e tocou a oração “Let There Be Rock”, do AC/DC.

Conheça a banda startup brasileira que vai abrir os shows do Foo Fighters e QOTSA

QOTSA

A apresentação do Queens of The Stone age tem qualidades opostas as do Foo Fighters. E é por isso que a união das duas bandas funciona tão bem. O show do quinteto liderado por Josh Homme não é alegre ou bonito: é pesado, atormentado e muito bom.

4 motivos que tornam o show do Queens of The Stone Age em Curitiba imperdível

Josh Homme, de poucas palavras e com seu estilo malvadão badass fuma um cigarro atrás do outro e se limita a dizer coisas como “esta música é sobre f#@*#@”.

Cuidado: lembre-se de não subir no palco enquanto Josh Homme toca e nem tente irritá-lo

Mas a música é poderosa. Na banda, todos se vestem como dândis e tocam esplendidamente. A apresentação dura uma hora e meia e mescla hits com o material do último álbum Villains, lançado em agosto de 2017, com produção de Mark Ronson.