Experimentação e mistura. É Ijexá, afoxé, dancehall, pagodão, sambareggae, cumbia, chula, dub, cabula, kuduro, samba duro, cantiga de roda e acordes eletrônicos. É África, Brasil e Caribe.Tudo isso e ainda tem mais, é BaianaSystem. A banda sobe ao palco do Coolritiba, na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, neste sábado (5).

O Guia da Gazeta do Povo + Clube conversou com eles, que prometeram um show dançante e de muita troca.

Coolritiba

É a primeira vez que Baiana System participa do Coolritiba, festival que está em sua segunda edição. Desde 2009 na estrada, a banda estourou em 2016 e hoje é um dos principais nomes de um movimento que busca ressignificar a sonoridade da música urbana produzida na Bahia.

Sob a influência dos sound systems o grupo se utiliza do conceito de sistema como forma de amplificar não só o som, mas principalmente a essência das tradições. E é essa mistura que eles prometem também para o show em Curitiba.

“Nosso show é dinâmico, as músicas entram ou saem dependendo do público, do desenrolar”, explica Roberto Barreto, guitarrista do Baiana. O mudar da ordem, que dá exclusividade para cada show, segundo ele, deixa a “coisa mais verdadeira”. Também, dessa forma, eles conseguem sentir o público. “São as trocas que acontecem durante o show - entre a banda e o público - que ditam o ritmo e como o repertório vai caminhar”, disse.

A banda também usa máscaras durante os shows e, em Curitiba, não poderia ser diferente. “Não vão faltar. As máscaras mostram o poder de transformação. Acreditamos que a linguagem visual pode estar ligada a muita coisa, vai desde a sensação da cor à tradução de comportamento”, esclareceu Filipe Cartaxo, que é o comunicador por trás delas. Cartaxo é irmão do guitarrista Roberto Barreto.

Foto: Max Fonseca

Energia catártica

Baiana System se define também como “quatro cabeças pensantes a serviço da arte dançante”. E bota dançante nisso. Para quem já foi a um show deles ou para quem só escuta de “longe”, é impossível ficar parado.

E para Russo Passapusso, cantor e compositor do Baiana, isso tem uma explicação. “Procuramos habitar o ambiente da rua para poder ter o entendimento das coisas que acontecem lá fora. Fora das nossas casas, das nossas cabeças, dos nossos celulares. E todas essas manifestações se misturam nas nossas músicas. Mensagens que vêm do nosso público. Os shows do Baiana, eles são muito fortes em termos de manifestação cultural”, disse.

De quem a Baiana é fã

Além da mistura de referências, festas e culturas que é a banda, Baiana também contou ao Guia da Gazeta do Povo + Clube o que toca em seus fones de ouvido. São fãs e escutam muitas coisas. Mas citaram como referências diretas o compositor e produtor musical argentino radicado no Brasil, Ramiro Mussotto; Dorival Caymmi; Dodô e Osmar, dupla a quem é atribuída a invenção do trio elétrico e da guitarra baiana; Ratatat, dupla de música eletrônica nova-iorquina; e Death Grips, grupo americano de hip-hop experimental.

O show da BaianaSystem no Coolritiba acontece no Palco Cool, o principal do Festival.

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