“Resistência urbana”. Assim o chef Marcelo Amaral define o Terra Lagundri, jardim localizado na parte de trás do restaurante. Em atividade há pouco tempo, o espaço tem como principal objetivo movimentar a cultura na cidade. 

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Sobre uma possível inauguração, Marcelo diz: “Não está pronto, nem vai estar”. A ideia é constantemente promover encontros culturais, com a proposta de que artistas ocupem o jardim e o transformem da forma que desejarem, seja por meio de pintura, compostagem, plantio, etc. “A grama tá crescendo, a comida tá sendo compostada, tem uma kombi com uns banquinhos”, diz.

Marcelo conta que parte das árvores veio de Garuva, para criar uma atmosfera que remete a Mata Atlântica. Sobre isso, ele brinca: “ou vou ser internado ou vou ser preso”. De estacionamento a jardim, o local se transformou e passou a atuar como uma forma de resistência urbana: “nem tudo precisa ser shopping center ou prédio”, diz. Marcelo quer justamente o oposto. Uma selva real em meio a de pedras.

O jardim - cuja capacidade é de 2 mil pessoas - recebe todo tipo de evento: casamentos, aniversários, eventos corporativos, beneficentes, artísticos e muito mais. Sobre essa diversidade, Marcelo conta animado: “recebemos todo tipo de evento desde que a cultura esteja envolvida”.

O chef acredita que um ambiente como esse fará com que as pessoas voltem a se relacionar de uma forma mais orgânica, natural. Sem a interferência de aparatos tecnológicos. “O espaço vem para promover esses encontros”, diz. Para o chef, o resultado disso é “uma interseção dos campos magnéticos dos seres humanos, gerando uma energia que estimula a criatividade e o social”.

Assinantes do Clube Gazeta do Povo podem conhecer o jardim e aproveitar a gastronomia do Lagundri, que oferece 20% de desconto durante todos os dias.