“Este quintal aqui de casa é impagável. Atualmente, eu não consigo sair daqui nem por um dia”, diz o empresário Antônio Carlos Guimarães.

O “quintal” a que Guimarães se refere é o visual de um dos canais da baía de Guaratuba com vista para as ilhas do Capinzal, da Salina, do Araca, do Barigui e dos parques ambientais e morros da Serra do Mar, além de outras belezas da região.  

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A casa em questão é o restaurante Marina Morena, o fotogênico e acolhedor espaço escondido no mangues da baía e frequentado por biguás, maçaricos, garças, guarás pretos e outra aves da região.

O restaurante abre o ano todo de quinta a domingo para almoço e jantar. Os horários são bastante flexíveis a ponto de quem chegar entre as 11h e às 24h vai achar a porta e a cozinha abertas.  A casa também abre para eventos como casamentos e noivados e reuniões de empresas e associações empresariais sob consulta.

Há dois acessos ao Marina Morena. Um por terra pela avenida Av. Damião Botelho, 2.780, na altura do bairro de Piçarras.O outro é pelo mar: preferência de muitos dos clientes. 

“Dependendo do tamanho do barco e da maré o pessoal pode atracar aqui já que é mesmo uma marina. Se o barco for muito grande pode parar lá fora eu e vou buscar de lancha”, explica Guimarães.“É um dos charmes da casa. O pessoal gosta, faz parte da experiência de nos visitar”.  

A proposta da casa, explica o empresário, não é a rotatividade das 25 mesas dos dois salões. “Não queremos que ninguém almoce ou jante e vá embora. Queremos que o cara curta, fique à vontade e aproveita devagar e coma sem pressa”.  

A maior arma do Marina Morena para segurar os clientes é a cozinha de onde sai um “cardápio enxuto, mas com um cuidado na escolha dos ingredientes e na preparação que são nosso diferencial”.  

Entre os destaques do menu estão Linguado à Romana, temperado no vinho branco com ervas e empanado com parmesão, arroz branco e batata frita que serve até 2 pessoas (R$ 129).  

Há também o Camarão à Romana, com camarões brancos servidos com arroz branco e batatas fritas (R$ 140) ou as Casquinas de Siri (R$ 16).  Há também opções de carnes, massas e saladas.

“Nós temos uma fama injustificada de ser bom, mas caro o que não é verdade. Nossos preços são os mesmos de um restaurante no centro e só trabalhamos com ingredientes frescos e de alta qualidade”, garante.

Para tornar o ambiente ainda mais aconchegante, crianças de até 12 anos podem usar a piscina colocada entre os salões o deck do restaurante. A casa também oferece um serviço passeio na baía de Guaratuba, ao preço de aproximadamente R$ 1500, o barco com capacidade para até 15 pessoas, conta com navegação pela baía por uma hora e meia. 

Da noite de Curitiba à paz do litoral

O Marina Morena não é o primeiro “boteco” de Guimarães, modo genérico qu usa para chamar todos os empreendimentos que comandou.Ele foi dono do London Pub e do Lancelot, dois locais que marcaram época na noite do Largo da Ordem em Curitiba na década de 1980.

Na década seguinte, liderou o Restaurante Porthos, na esquina das ruas Carlos Cavalcanti e Mateus Leme.  “Era uma casa que eu amava. Tinha música ao vivo até a madrugada só com as maiores feras da cidade”, relembra.

Ao mesmo tempo, ele foi durante décadas proprietário da lanchonete Bonny Lanches no Bacacheri. Ele conta que foi por influência da esposa que resolveu fechar todas as casas e desacelerar a vida. “Já estava meio veterano da noite e minha mulher já andava meio braba comigo.”

Foi no ano 2000 que ele começou a transformar sua casa de veraneio no restaurante cujo nome foi inspirado no clássico samba canção de Dorival Caymmi.“Foi um processo lento até agora quando ele está bem do jeito que a gente queria”.