Mais de 200 horas mensais de shows ao vivo com repertórios de MPB, clássicos do rock, blues, jazz e flamenco em um palco flutuante no meio do lago transformaram a maneira de visitar a Ópera de Arame, em Curitiba. O projeto Vale da Música completou seis meses na última quinta-feira (21) e triplicou o tempo de permanência dos visitantes no local.

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Antes do projeto, os turistas que passavam pelo teatro curitibano demoravam cerca de 25 minutos para conhecer a imponência arquitetônica do espaço e tirar fotos. “Agora, o tempo médio da visita é de uma hora e meia”, afirma Gabriella Camargo , coordenadora de Marketing do Parque das Pedreiras que administra o loca.  

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Segundo ela, o local também passou a receber o dobro de visitantes de Curitiba, pois se tornou um espaço de entretenimento que combina belezas da natureza, arquitetura e arte. “As apresentações de músicos de padrão internacional tornam a experiência mais interessante e isso chama a atenção de quem mora na cidade e de quem está passeando por aqui”, garante a coordenadora, que agora vê o público lanchar no local, ler livros ao som da música instrumental e sentar, sem pressa, para apreciar o trabalho dos artistas.

Esse é o caso da empresária catarinense Gislaine Nunes. Moradora de Chapecó, ela decidiu aproveitar o domingo (24) para visitar o espaço. “Já viajei pelo mundo e ainda não tinha visto um lugar que conseguisse unir dessa forma natureza e arte. Amei esse espaço!”, garantiu a visitante, enquanto assistia à apresentação da Banda Fusion Groove no deck localizado em frente ao palco flutuante.

A empresária Gislaine Nunes e a produtora de eventos Camila Ascenço aprovaram a união entre natureza e arte. Foto: Raquel Derevecki

Mas para apreciar o repertório apresentado ao vivo não é necessário ficar no deck. “A gente consegue ouvir a música em qualquer lugar do teatro, e a acústica é tão boa que parece que estamos perto dos músicos”, comenta o engenheiro de produção Fernando Freitas, de Minas Gerais. De acordo com ele, a experiência foi tão agradável que ele até aumentou o tempo que havia reservado para a visita à Ópera de Arame. “Acabei sentando e ficando para assistir mais um pouco”, comentou.

Os músicos

Para que o público tenha essa experiência, as músicas são sempre instrumentais - sem vocal - e com performances variadas que envolvem bandas, quartetos de cordas, grupos de metais e de sopro. “Além das bandas tradicionais formadas para o projeto, procuramos utilizar instrumentos de orquestra para tocar clássicos internacionais”, diz o curador musical Victor Gabriel Castro, que prepara arranjos especialmente para o projeto e faz a seleção dos artistas. “Começamos com 60 bandas em setembro de 2018 e hoje estamos com 188. Um total de 300 artistas”, afirma o profissional argentino.

Mais de 90% desses artistas são de Curitiba e região metropolitana, o que também estimula a cultura local. “Essa oportunidade é incrível para os músicos da região e várias bandas foram formadas após o projeto. Sem contar que a interação que temos com o público aqui é única e a gente se diverte muito”, pontua o músico Endrigo Bettega, baterista da Banda Fusion Groove.

Além dos artistas locais, o Vale da Música também conta com músicos da Venezuela, Chile, Uruguai e já recebeu convidados especiais como o saxofonista que tocava para a cantora Amy Winehouse e o baixista que acompanha o cantor jamaicano Jimmy Cliff.

Como assistir?

Para conhecer o projeto Vale da Música, basta visitar a Ópera de Arame de terça a domingo, das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 10,00 e todos os moradores de Curitiba pagam meia-entrada. O ingresso também pode ser adquirido antecipadamente pelo site e que os visitantes podem verificar a agenda de shows em pelo Instagram.