Produzido originalmente em 1954, o carro de passageiros, que será colocado em operação a partir de março, foi comprado em um leilão em Vitória (ES) e foi batizado de Barão do Serro Azul. Terá capacidade para transportar 32 passageiros.

O nome é uma homenagem a Ildefonso Pereira Correia (1849-1894), maior produtor de erva-mate do mundo e que foi morto durante a Revolução Federalista na ferrovia Paranaguá-Curitiba.

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O custo para ser colocado em operação –leilão, transporte a partir do Espírito Santo, projeto, reforma, restauração e mobiliário– chegou a R$ 530 mil, de acordo com a Serra Verde Express. O valor é semelhante aos gastos por entidades de proteção como a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) para recuperar carros de passageiros.

O projeto retrofit foi assinado pela arquiteta Lucille Amaral e desenvolvido com madeira certificada e materiais sustentáveis. A varanda panorâmica terá seis metros quadrados.

O vagão vai operar a rota Curitiba-Morretes-Paranaguá, uma das principais do país. Embora a rota leve o nome de três destinos, a rota ferroviária termina em Morretes e não chega mais a Paranaguá.