Para você que quer uma nova opção de lazer durante o verão, a grande Curitiba ganhou um local ideal, principalmente para ir com amigos e família. É o Parque das Águas, que fica no município de Pinhais, na região metropolitana. Lá também tem pistas de caminhada, ciclovia, playgrounds, aparelhos de ginástica, bancos, pontes e mirantes à beira de vários lagos.

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O diferente é que, além da bela vista para a Serra do Mar onde se vê o Marumbi e o Pico Paraná, também é possível pescar. Nesta região leste de Curitiba e região metropolitana, até então não havia nenhum grande local de lazer como este.

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E é justo essa possibilidade que atraiu a promotora de eventos Chandall Kalckmann, 45 anos, e o marido a conhecerem o parque ontem. Eles moram bem perto do Barigui. Mas como gostam muito de pescaria, foram conhecer o Parque das Águas, que foi inaugurado no final de novembro de 2019. “O peixe até nem é tão importante. É mais pela terapia, de ficar ali sem pensar em nada, descansando. Se for só pra caminhar, vamos no Barigui mesmo. Mas pra gente que gosta de pescar, vale muito a pena vir aqui”, disse ela, que garante que, se pegar um bom peixe, ele irá para a panela.

Chandall e o marido consideraram a estrutura boa, com banheiros e bebedouros limpos e organizados. Também conversaram com um guarda-vidas, que explicou que está lá porque, apesar de ser proibido o banho nos lagos, sabe-se que sempre haverá um teimoso tentando pular na água. A promotora só lamentou que não há muitos locais onde se abrigar do sol ou onde comprar comidas e bebidas. “Não sei se é porque hoje é dia de semana, mas não vimos nenhum ambulante, lanchonete ou food trucks”, disse ela.

Quem também aprovou a possibilidade de poder pescar foi o operador de produção Sanderson Carlos, 24 anos, que já pescava lá antes das obras. “Mas agora dá pra trazer a família junto. Antes pra sair em família tinha só o Bosque de Pinhais, que fica lá perto do autódromo. Mas é bem pequeno, não tem lago”, disse Sanderson.

Morador do bairro Maria Antonieta, em Pinhais (muito perto do parque), o operador de produção diz que sempre pega muitos lambaris. Mas sugeriu que a prefeitura coloque mais peixes, principalmente tilápias e carpas nos lagos, pois acredita que tem pouco peixe.

Só falta sombra
O líder de almoxarifado Wilson Braga, 49 anos, também gostou do local. Ele é morador do Barreirinha, em Curitiba, e depois de ver as notícias da inauguração, ficou curioso para conhecer e foi até o Parque das Águas junto com a esposa e os dois filhos, de 10 e 19 anos. Apesar de bonito e espaçoso, eles lamentaram a falta de sombras e quiosques de bebidas e comidas. “Vimos outras pessoas chegando, mas dá meia hora, 40 minutos e vão embora, porque não tem muitas árvores pra se abrigar do sol. O povo não aguenta o calor. Os parquinhos são bonitos, mas os pais ficam escaldando sentados nos bancos, cuidando dos filhos. Encontramos essa tenda aqui e ficamos embaixo dela. Mas são poucas, só vimos umas três ou quatro. Queríamos tomar uma água, um sorvete, mas não tinha onde comprar. O local é bonito, mas ainda falta um pouco de estrutura”, lamentou Wilson, que ficou 40 minutos e foi embora fugindo do calorão.

Entretenimento
O Parque das Águas, que tem entrada livre, abre das 6h às 21h e fica ao lado da Rodovia João Leopoldo Jacomel, no ponto onde começa a Estrada Ecológica. Além do estacionamento para 200 carros, o parque tem um milhão de metros quadrados, ou seja, quase do tamanho do Barigui (1,4 milhão de metros quadrados). A pista de caminhada tem mais de 2,5 quilômetros e o local ainda tem pontes, bancos, pergolados, mirante, pequenas praças, bicicletário e academia ao ar livre. Apesar dos turistas ontem não terem visto vendas de bebida e comida, a prefeitura de Pinhais garante que há praça de alimentação externa com food trucks e ambulantes na área interna.

Nos lagos, agora só se pode pescar de varinha. Apesar de Sanderson dizer que só pega lambaris, a prefeitura afirma que nas águas também há bagres, traíras, tilápias, carpas e morenitas.

Problema antigo
O Parque das Águas trouxe a solução de um grande e antigo problema de segurança pública. Antes, o local abrigava apenas cavas, onde ocorriam muitos afogamentos nas épocas de calor e homicídios à noite, pois era um local escuro, aberto e desabitado.

O desenho dos lagos foi mantido e apenas as margens foram limpas e urbanizadas. O parque tinha custo inicial de R$ 1,5 milhão, mas imprevistos no meio da obra quase dobraram o valor e a inauguração, programada inicialmente para março de 2018, só aconteceu em novembro.